Pérolas aos porcos

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Independente das muitas críticas ao governo PT, sou totalmente contra o Impeachment. Ainda assim, uma parte de mim não pode deixar de querer que Dilma saia. Não por não querer a continuidade do seu governo (e não que eu queira a continuidade DESSE governo), mas porque esses bárbaros não valem a pena o que essa mulher passa.

Dilma redefiniu as concepções brasileiras de linchamento moral. Continue lendo

Huda Shaarawi: a primeira feminista do Egito

Hda Sharawi

Huda Shaarawi (23 de junho de 1879 – 12 de Dezembro de 1947) foi uma pioneira no feminismo egípcio e influenciou mulheres em todo o mundo árabe. Nascida em uma família de alta classe, Huda foi criada dentro do sistema de haréns, espaços de convívio exclusivo de mulheres em uma sociedade profundamente patriarcal e segregacionista. Em seu livro The Harem Years, publicado em 1897, Huda conta detalhes desta época, bem como as suas percepções sobre como a sociedade egípcia negava direitos civis e educação às mulheres.

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Empresa israelense oferece empregadas com valor tabelado por etnia

Racismo sionsita - empregadas por etnia

foto do panfleto denunciado pela blogueira Tal Schneider

O trabalho doméstico é, por si, um absurdo. Em Israel, porém, o absurdo ganha sempre novos limites, principalmente quando envolve a exploração de minorias étnicas, e com o trabalho doméstico não poderia ser diferente. Agora, na “única democracia do oriente médio” o valor da exploração do trabalho doméstico de uma mulher é tabelado por origem étnica.

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Os heróis errados

Não seja essa pessoa

Não seja essa pessoa

Quem defende a instituição da policia militar como se fossem heróis só pode ser alguém que ou nunca abriu um jornal, ou é tremendamente ingênuo, ou mostra sérios problemas de senso moral. E não é só por causa das manifestações violentamente reprimidas, mas por causa de todo o histórico desta organização de terrorismo estatal.

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Contra o Aumento: O MPL e as raízes da luta pelo direito à cidade

MPL e as raízes da luta pelo direito à cidade
Alckmin e Haddad decidiram fechar 2015 com o anúncio de um novo aumento na tarifa de transporte público, e a partir do dia 09 de Janeiro a passagem de ônibus e metrô passará a custar R$3,80. Isso, é claro, a menos que a população se organize pela defesa do direito de acesso à cidade em que vive. Por isso, o Movimento Passe Livre  convocou uma manifestação para o dia 08, sexta-feira, para barrar o aumento e reforçar a luta social por um transporte público gratuito e de qualidade.

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Diplomacia da birra: Israel ameaça o Itamaraty

Dani Dayan - o embaixador dos asse

Dani Dayan – o embaixador dos assentamentos ilegais

No último domingo, dia 27 de dezembro, Israel fez ameaças diplomáticas ao governo brasileiro, caso o Itamaraty persista na recusa à imposição do embaixador Dani Dayan. O Ministério das relações Exteriores afirmou que prefere tratar com um embaixador que não represente a colonização sionista da Palestina, e em resposta a vice-ministra de Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, ressaltou que Israel não enviará outro embaixador. Hotovely enfatizou que Israel está lidando com o caso “de forma discreta”, mas que adotará “ferramentas alternativas públicas” para repreender o Brasil. Continue lendo

O que está por trás da coalizão anti-terrorismo da Arábia Saudita?

Arábia Saudita e o terrorismo islâmico

Charge de Taher Shabani. No braço do atirador está escrito DAESH, a sigla árabe para o Estado Islâmico do Iraque e Síria

Em mais uma manobra de relações públicas, a  Arábia Saudita anunciou para o mundo, no dia 15 de dezembro, a formação de uma nova Liga Muçulmana de Combate ao Terrorismo, que incluiria 34 países da Ásia, África e Oriente Médio. No dia seguinte, dois dos principais países do grupo, Indonésia e Líbano, anunciaram que não faziam ideia de que participavam de tal aliança. Continue lendo

Nas entrelinhas do discurso contra o discurso de ódio

Discurso de ódio
Quando se fala sobre discurso de ódio, é importante ter em mente que a disseminação de ideologias racistas, xenófobas e extremistas é tão eficiente não apenas por causa de suas manifestações evidentes e caricatas, mas, antes, graças às suas formas mais sutis de manipulação do consenso. As bases do preconceito são fundadas pelos discursos aparentemente neutros e racionais, aqueles com que nos sentimos seguros, como o racismo da versão da História que consta nos nossos livros escolares, a homofobia “amaciada” em formato de piada nos programas de televisão, ou os julgamentos de valor no jornalismo, entre outros discursos com ares de oficialidade, considerados seguros pela maior parte da população. São esses discursos que preparam o solo de nosso imaginário social para a fertilização dos discursos de ódio mais evidentes, caricatos e perigosos. É essa retórica sutil que permite que colonização e xenofobia tenham se chamado de “fardo do homem branco”, ou que tortura e genocídio chamem a si mesmas de “segurança”. É uma fórmula simples e aceitável para a sensibilidade do cidadão de bem.

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