Descolonizando ao(s) quadrado(s): a super-heroína de hijabi.

Texto de Júlia Tibiriçá
 
Não faltam referências ou piadas hollywoodianas para demonstrar o quanto (e não é pouco) a grande indústria das Histórias em Quadrinhos de Super-Heróis reproduz, desde sempre, preconceitos e desigualdades, pautadas não por acaso, pelas maneiras-de-agir-e-pensar consolidadas pelo Ocidente excessivamente ocidental dos norte-americanos. Há mais de setenta anos, o primeiro de muitos Super-Homens inaugura a era de ouro dos quadrinhos e das personagens que compreenderam o espírito de seu tempo, em particular no que se refere à propaganda neoliberal, às entrelinhas orientalistas e ao esforço ímpar de garantir que as mulheres – até quando fossem “super” – estivessem em seus históricos e devidos lugares.

Continue lendo