“Não sou racista, é uma questão de higiene”

racismo israelense

“Não sou racista, mas não quero árabes nas nossas piscinas porque os padrões de higiene são diferentes dos nossos”

 
No dia 28 de julho, Moti Dotan, chefe do conselho regional da Galiléa – parte do atual território israelense que compreende a maior diversidade étnica da região – disse, em entrevista à radio Koi Chai, que árabes não deveriam frequentar as piscinas mantidas pelo conselho, pois a sua cultura e hábitos de higiene podem ofender os padrões judaico-israelenses. Ao longo da entrevista, Dotan reforçou diversas vezes que sua opinião não era racista.
 

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Empresa israelense oferece empregadas com valor tabelado por etnia

Racismo sionsita - empregadas por etnia

foto do panfleto denunciado pela blogueira Tal Schneider

O trabalho doméstico é, por si, um absurdo. Em Israel, porém, o absurdo ganha sempre novos limites, principalmente quando envolve a exploração de minorias étnicas, e com o trabalho doméstico não poderia ser diferente. Agora, na “única democracia do oriente médio” o valor da exploração do trabalho doméstico de uma mulher é tabelado por origem étnica.

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Diplomacia da birra: Israel ameaça o Itamaraty

Dani Dayan - o embaixador dos asse

Dani Dayan – o embaixador dos assentamentos ilegais

No último domingo, dia 27 de dezembro, Israel fez ameaças diplomáticas ao governo brasileiro, caso o Itamaraty persista na recusa à imposição do embaixador Dani Dayan. O Ministério das relações Exteriores afirmou que prefere tratar com um embaixador que não represente a colonização sionista da Palestina, e em resposta a vice-ministra de Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, ressaltou que Israel não enviará outro embaixador. Hotovely enfatizou que Israel está lidando com o caso “de forma discreta”, mas que adotará “ferramentas alternativas públicas” para repreender o Brasil. Continue lendo

O machismo ortodoxo na “única democracia do oriente médio”

Escrito por Elena Judensnaider:
 
 
 
O texto abaixo descreve opressões a mulheres por meio do judaísmo ortodoxo que, apesar de restrito a grupos específicos, complementa o machismo secular israelense e serve aos propósitos do projeto sionista. Ele procura contribuir para desconstruir a falsa ideia inabalável da democracia judaica. Contudo, apesar de não discorrer sobre o assunto, parto do pressuposto de que qualquer corrente política que prega a eliminação de outro povo não poderia ser menos excludente. Se as mulheres judias são, por vezes, sexualmente reprimidas, elas podem também representar o agente opressor: as mulheres palestinas são duas, três, quatro vezes menos privilegiadas. Elas sofrem por serem mulheres, por serem muçulmanas, por serem palestinas, por serem pobres. Me ative ao judaísmo porque sou judia e não pretendo falar sobre uma aflição que me é tão distante. Mas aproveito o espaço para prestar solidariedade às mulheres palestinas.
 

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