A carne é fraca

Texto originalmente publicado em 18 de Março, no Medium

Na moral, vocês já viram churrasco grego? Sabe, aquele colosso de carne besuntada de sebo que fica girando na beira da calçada das ruas e avenidas de São Paulo, sendo temperado com poluição atmosférica e fuligem de escapamento? É servido no pão de ontem, junto com um punhado de salada seca que fica guardada numa gavetinha de madeira em cima do motor do rolete. Sei lá, de repente você não curte, mas vou te falar que na hora do almoço a fila no Grego do Paissandú é maior que no starbucks, não só porque o lanche é uma delícia, mas também porque é a fila de quem não tem muito mais do que três reais no bolso. Agora, faz uma experiência: chega lá e conta pra galera sobre essa novidade aí que a carne que eles estão comendo é de procedência duvidosa. Depois me conta como foi.

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Sobre kufiahs e turbantes

Texto originalmente publicado em 12 de fevereiro, no Medium

Quando voltei da Palestina, me perguntava se deveria usar kufiahs — o lenço que é símbolo da luta de libertação daquele povo. Então, conversei com ativistas palestinos, li vários textos feitos por eles e o que eles me disseram é que, no contexto de luta em que eles se encontram, poderia ser positivo que eu usasse esse símbolo (em situações políticas, e não como adereço fashion ou fantasia de carnaval) porque isso é coerente com o objetivo, ideologia e a estratégia de luta específica daqueles grupos organizados dentro daquele país.

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