Diplomacia da birra: Israel ameaça o Itamaraty

Dani Dayan - o embaixador dos asse

Dani Dayan – o embaixador dos assentamentos ilegais

No último domingo, dia 27 de dezembro, Israel fez ameaças diplomáticas ao governo brasileiro, caso o Itamaraty persista na recusa à imposição do embaixador Dani Dayan. O Ministério das relações Exteriores afirmou que prefere tratar com um embaixador que não represente a colonização sionista da Palestina, e em resposta a vice-ministra de Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, ressaltou que Israel não enviará outro embaixador. Hotovely enfatizou que Israel está lidando com o caso “de forma discreta”, mas que adotará “ferramentas alternativas públicas” para repreender o Brasil. Continue lendo

O que está por trás da coalizão anti-terrorismo da Arábia Saudita?

Arábia Saudita e o terrorismo islâmico

Charge de Taher Shabani. No braço do atirador está escrito DAESH, a sigla árabe para o Estado Islâmico do Iraque e Síria

Em mais uma manobra de relações públicas, a  Arábia Saudita anunciou para o mundo, no dia 15 de dezembro, a formação de uma nova Liga Muçulmana de Combate ao Terrorismo, que incluiria 34 países da Ásia, África e Oriente Médio. No dia seguinte, dois dos principais países do grupo, Indonésia e Líbano, anunciaram que não faziam ideia de que participavam de tal aliança. Continue lendo

Nas entrelinhas do discurso contra o discurso de ódio

Discurso de ódio
Quando se fala sobre discurso de ódio, é importante ter em mente que a disseminação de ideologias racistas, xenófobas e extremistas é tão eficiente não apenas por causa de suas manifestações evidentes e caricatas, mas, antes, graças às suas formas mais sutis de manipulação do consenso. As bases do preconceito são fundadas pelos discursos aparentemente neutros e racionais, aqueles com que nos sentimos seguros, como o racismo da versão da História que consta nos nossos livros escolares, a homofobia “amaciada” em formato de piada nos programas de televisão, ou os julgamentos de valor no jornalismo, entre outros discursos com ares de oficialidade, considerados seguros pela maior parte da população. São esses discursos que preparam o solo de nosso imaginário social para a fertilização dos discursos de ódio mais evidentes, caricatos e perigosos. É essa retórica sutil que permite que colonização e xenofobia tenham se chamado de “fardo do homem branco”, ou que tortura e genocídio chamem a si mesmas de “segurança”. É uma fórmula simples e aceitável para a sensibilidade do cidadão de bem.

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