Por que não sou Charlie Hebdo – Je ne suis pas Charlie

Não sou charlie hebdo

Nada justifica o massacre na redação do jornal Charlie Hebdo, mas algumas generalizações e relativizações na cabeça da sociedade são tão perigosas quanto kalashnikovs na mão de fundamentalistas.

O caso Charlie Hebdo levantou grandes discussões. Há politicos, instituições, governos, jornalistas e comentaristas de facebook de todas as estirpes falando sobre o assunto em tribunas, periódicos e mesas de bar. Todos são unanimes em condenar a brutalidade dos ataques, porém as divergências de opinião são maiores do que as concordâncias.

Enquanto muitos discursos falam sobre o perigo da amplificação do ódio contra comunidades muçulmanas na França e ao redor do mundo, não faltam aqueles que de pronto condenem a “selvageria e brutalidade” da religião islâmica e dos povos árabes, engrossando as fileiras de fundamentalistas nacionalistas que organizam marchas xenófobas contra a “islamização da europa”, a favor das intervenções militares criminosas dos estados ricos do Ocidente nos países do Oriente Médio e África e respaldando o racismo que tornou possível e aceitavel a longa série de políticas coloniais e práticas exploratórias que sustentaram a economia e poder da França desde que esta se tornou um Estado-Nação.

Entretanto, não quero falar agora sobre as divergências de opinião, e sim sobre o consenso, expresso no slogan “Je suis Charlie” (Eu sou Charlie), que inundou as redes sociais e capas de jornais ao redor do planeta. O slogan é atrelado à ideia de que o que ocorreu ontem na França implica um atentado contra a liberdade de imprensa e valores democráticos ocidentais; implica dizer que toda imprensa é livre pra publicar irresponsavelmente qualquer conteúdo; implica dizer que o direito de zombar de uma religião é o mesmo que lutar pelo estado laico; e implica, principalmente, que o ataque foi simplesmente resultado do extremismo (ou da falta de senso de humor) religioso diante de uma critica “ácida e sagaz”, excetuando-se todo o contexto de marginalização e discriminação da comunidade muçulmana na França. Principalmente, implica ignorar à que se propõe e quais os efeitos dessas charges no contexto político-ideológico de um país com níveis alarmantes de racismo.

O argumento mais comum que encontrei nas redes sociais e comentários de jornais on-line é o de que o Charlie Hebdo fazia charges ofensivas sobre todas as religiões, e que portanto, se cristãos conseguem ver charges com Jesus e levar como uma piada, então muçulmanos também deveriam. Esse é um argumento raso porque coloca no mesmo patamar a situação das comunidades muçulmanas e das comunidades cristãs na Europa, ao mesmo tempo que reforça a ideia de superioridade ocidental racionalista. É o mesmo simplismo de quem diz que chamar um branco de “palmito” tem o mesmo peso de chamar um negro de “macaco”. Não é só uma piada.

A quem serve a islamofobia?

No dia anterior ao massacre de Charlie Hebdo aconteceram duas marchas na Alemanha: uma pela expulsão de árabes e muçulmanos do país e outra contra o discurso xenófobo da direita ultra-nacionalista alemã. Esse tipo de manifestações populares contra minorias étnicas fica cada dia mais comum em toda a europa, e a França, sempre avant-garde, é um dos maiores focos de marchas e movimentos racistas, machistas e xenófobos na Europa.

Na França a “Questão Muçulmana” é uma obsessão prioritária dos grupos de direita. O jornalista Edwy Planel, autor do livro “Pelos Muçulmanos” (título dado em alusão ao artigo “Pelos Judeus”, escrito por Emile Zolá em sobre o caso Dreyfus) aponta os ataques à comunidade muçulmana com sendo a principal plataforma de discurso eleitoral na França de hoje.

Nicolas Sarkozy é um exemplo claro da presença do discusro racista na política francesa. Podemos citar seu discurso na Universidade de Dakar, em julho de 2007, quando disse:

 

“O drama da África é que o homem africano não entrou totalmente na história. O camponês africano, que desde milhares de anos vive conforme as estações, cujo ideal de vida é estar em harmonia com a natureza, só conhece o eterno recomeço do tempo ritmado pela repetição sem fim dos mesmos gestos e das mesmas palavras. Nesse imaginário onde tudo recomeça sempre, não há lugar nem para a aventura humana, nem para a ideia de progresso. Nesse universo onde a natureza comanda tudo, o homem escapa à inquietude da história que inquieta o homem moderno. Mas o homem permanece imóvel no meio de uma ordem imutável, onde tudo parece ser escrito antes. Nunca ele se lança em direção ao futuro. Nunca não lhe vem à ideia de sair da repetição para se inventar um destino“

Vamos lembrar que quando fala do “homem africano” (como se todos os povos de Africa fossem um único grupo homogêneo) Sarkozy alude especialmente à população muçulmana, uma vez que a França invadiu e colonizou a Argélia e o Marrocos, de onde vêm a maior parte dos imigrantes islâmicos da França.

Atualmente vem ganhando muito espaço ideológico o partido de extrema direita Frente Nacional, cuja principal voz é Marine LePen, famosa pelo discurso islamofóbico e pelas políticas anti-imigração. Le Pen, forte candidata para as próximas eleições presidenciais, declarou hoje, no embalo do ataque de ontem, que “a França está sendo atacada”, e aproveitou para reforçar sua proposta de instaurar a pena de morte no país.

O professor Reginaldo Nasser aponta, em artigo publicado ontem, pra o perigo do uso do caso Charlie para fortalecer as políticas ultra-nacionalistas francesas:

 

“Há de fato uma situação conturbada na França e que vai piorar a partir de agora, os preconceitos com os imigrantes podem aumentar e reforçar um sentimento nacionalista. Le Pen é a representante de um pensamento xenófobo no país. Mas temos que esperar ainda pra ver quais serão dos desdobramentos quando se descobrir os culpados”

Portanto, a mobilização massiva criada em torno do slogan “Je suis Charlie”, se for ausente de uma crítica séria sobre a situação dos muçulmanos na Europa e as razões da islamofobia na França, tende a ser apenas combustível para a xenofobia e os partidos ultra-conservadores.

A quem serve a liberdade de expressão?

Aqueles que ostentam orgulhosos o slogan “Eu sou Charlie” se dizem advogar pela liberdade de expressão, porém não questionam o que significa essa liberdade de expressão nem tampouco quem tem direito a essa liberdade. Ninguém se preocupa com a censura à liberdade de expressão religiosa islâmica na França.

Em 1989 o jornal “Le Nouvel Observateur” publicou uma capa contra o uso do hijab, o véu muçulmano, nas escolas. Isso levou a uma discussão que culminou na lei de 2004 proibindo que meninas islâmicas usando lenços frequentassem as aulas, e desde 2011 há uma circular do Ministério da Educação recomendando que se impeça a presença de mães usando hijabsna área em torno dos colégios. Nunca houve proibição do uso de crucifixos ou camisas com slogans cristãos. A esquerda francesa (e a maior parte da esquerda ocidental) se mostrou favorável a esta lei ou, na melhor das hipóteses, silenciou sobre ela, sob o pretexto da defesa do Estado Laico. Esquecem-se que o laicismo serve para preservar o direito à liberdade de exercício de pensamento religioso ou à liberdade de não exercer nenhuma crença religiosa. E esquecem-se de que o islã não é apenas uma crença religiosa, mas também um referencial de identidade de toda uma comunidade históricamente oprimida, remetendo à questões religiosas, culturais, étnicas e políticas.

Proibir a expressão de sua religião é censura. Proibir a expressão de seus sua identidade cultural é eugenia. Imaginem, por exemplo, uma lei brasileira proibindo o uso de turbantes e símbolos da Umbanda e Candomblé em áreas públicas. Seria uma conquista do estado laico ou (mais) um ataque às crenças afro-brasileiras?

Na esteira das liberdades de expressão negadas pelo governo francês intrinsecamente conectadas ao Islã está a abominação legislativa sancionada no ano passado, quando a França tornou-se o primeiro país do mundo à proibir manifestações de apoio à Palestina, durante os bombardeios israelenses à Faixa de Gaza, que assassinaram 1.951 pessoas e feriram 10.193 civis. Qualquer pessoa que participasse de um protesto contra os crimes de guerra de Israel, praticas de Terrorismo de Estado respaldadas ideologicamente por políticos e formadores de opinião entre a população israelense através de fundamentalismo nacionalista e argumentos de fundamentalismo religioso judaico e islamofobia, seria preso por um ano ou pagaria multa de 15 mil euros. Se o manifestante cobrisse o rosto durante o protesto, a pena subia pra três anos de detenção.

Cabe ressaltar aqui que não sei qual foi o posicionamento do jornal Charlie Hebdo sobre esse caso em particular, mas certamente a comunidade internacional não se manifestou tão passionalmente sobre o direito dos franceses à liberdade de expressar apoio aos palestinos.

Então, cabe a pergunta:

A quem faz rir o humor de Charlie Hebdo?

Não existe piada sem um alvo, e o senso de humor tem poder político por natureza. Piadas podem ser um meio de constestação ou de sedimentação do senso comum, do status quo dominante. Quando um humorista faz uma piada racista, está endossando o racismo de quem ri, criando no riso um lugar seguro pra que os estereótipos racistas cresçam, legitimando ignorância e raiva disfarçados de senso de humor. As pessoas formam suas concepções de mundo, de certo e errado, de verdade e justiça, muito mais através de piadas e slogans simplistas do que de resoluções da ONU e tratados de sociologia.

Me lembro que, quando era criança, meu pai comprava livros de piadas em bancas de jornal e passava o dia atormentando minha mãe com piadas machistas sobre loiras burras e mulheres caricaturizadas da pior forma possível. Eram sessões ininterruptas de ofensas, mas que ela ouvia com um sorriso amarelo, uma vez que “era só piada”. Da mesma forma, ele contava as piadas mais ofensivas possíveis sobre negros, sempre respaldado pelo fato de que “não era o que ele pensava”, e sim “só o que estava escrito nos livros de piada”. Foram anos desse tipo de piada “inocente”, até o dia em que, sem tom de piada ou riso suave, ele me proibiu de namorar mulheres negras.

É muito comum que se veja, no Brasil, “humoristas” como Danilo Gentili e Rafinha Bastos, vindos de uma mesma escola de racismo, machismo e homofobia que geraram o riso bobo de Costinha e Renato Aragão, defenderem seu direito de ser promover discurso de ódio como se isso fosse “liberdade de expressão”. E, mais triste ainda, é muito comum ver a população brasileira defendendo essa “liberdade” de humilhar, ofender e sedimentar preconceitos contra minorias, sob o rótulo falsamente liberal (e bastante estúpido) de “politicamente incorreto”. Muitas vezes eles dizem que estão fazendo humor político, “expondo o racismo” ao fazer piadas racistas. Esse é um argumento preguiçoso e altamente hipócrita pra manter seu direito de ser um racista alegre e ainda posar de Voltaire do facebook.

O humor das charges do jornal Charlie Hebdo estão na mesma esteira de qualquer senso de humor racista. Os defensores do “Je suis Charlie” não cansam de dizer que são a revista é o Pasquim Francês. Dizem que as caricaturas são ácidas e corajosas, atacando todas as religiões e expondo a homofobia e o fundamentalismo do islã. Porém, o que as caricaturas de Mohammad fazem é respaldar o ódio e a ignorância sobre o islã, as comunidades muçulmanas francesas e os povos árabes.

Na caricatura em que o profeta Mohammad aparece beijando um cartunista branco não há contestação nem levantamento de discussão. Não é um canal de diálogo com as comunidades muçulmanas para contestar as posturas homofóbicas da religião e de suas muitas multi-culturais comunidades ao redor do mundo. É apenas um desenho de um homem branco europeu beijando o símbolo máximo de uma religião pertencente à outro povo. Não é assim que se levanta um debate, não é assim que se dialoga e não é assim que se contesta. Tudo o que a caricatura faz é zombar do Islã (cuja crença considera ofensivo representar graficamente seu profeta), cortar os possiveis canais de discussão com a comunidade que criticam e aumentar os preconceitos dos franceses islamofóbicos, que assim se sentem superiores aos seus vizinhos islâmicos. Não é um discurso que contesta a homofobia das comunidades islâmicas, e sim uma agressão que contesta a legitimidade de uma comunidade marginalizada e que não dá voz essa comunidade. Esse tipo de agressão só torna mais dificil que a sociedade em geral ouça à muçulmanos que buscam combater o discurso conservador dentro da sua religião à despeito de professarem sua fé.

Em outra caricatura, um muçulmano segura um Corão enquanto balas atravessam o livro e o seu corpo. A legenda diz “O Corão é uma merda”. Isso não levanta debate nenhum, apenas diz “sua religião é uma merda”, o que implica dizer, no caso, “sua sociedade muçulmana, sua história muçulmana, seus parentes e crenças muçulmanas, são uma merda”.

As caricaturas da Hebdo retratam muçulmanos como sendo terroristas, estúpidos e perigosos. As pessoas se acostumam a pensar nessas imagens quando pensam em muçulmanos, e isso gera medo, ódio, deboche e xenofobia. Eu, enquanto estudante de língua árabe, perdi a conta de quantas vezes ouvi tanto piadas imbecis quanto preocupações sérias de meus amigos que pensavam que eu vivia uma terra de selvagens e fundamentalistas perigosos.

Esse tipo de humor raso e infantil não é razão para que se assassinem seus perpretadores. Eu não defenderia que militantes feministas armadas invadissem o Comedians e assassinassem Rafinha Bastos. Ainda assim, elas tem todo o direito de se sentir ultrajadas, agredidas e ofendidas quando ele usa seu poder de discurso para convencer sua platéia de que mulheres feias devem ser estupradas e ficar agradecidas pela “caridade”. Mais importante, é preciso ter em mente que, sendo elas elas o grupo diretamente atingido pelas piadas infelizes dele, é a elas que a sociedade deve ouvir. Não me cabe o direito de julgar se uma mulher pode ou não se sentir ofendida com uma piada machista, e não me cabe dizer se um muçulmano deve se sentir ultrajado por uma piada islamofóbica, porque existe todo um contexto social por trás dessas piadas que eu não compreendo e do qual eu não sou a vítima.

Acreditar que as reações de muçulmanos às caricaturas é simples extremismo é dizer que “é só uma piada”. Não é. A reação tem a ver com todo o contexto de discriminação social e econômica, ás humilhações diárias que essa população sofre nos países europeus, à invisibilidade de sua identidade, ao histórico colonial e também com as atuais politicas intervencionistas dos países ocidentais no Oriente Médio e África, que se negam a ouvir as vozes árabes e africanas enquanto financiam grupos extremistas e assassinam populações civis com drones e “democracias”.

Um relatório do Observatório Europeu do racismo e Xenofobia aponta que, na França, a chance de alguém de origem árabe/muçulmana conseguir um emprego é cinco vezes menos do que um caucasiano com as mesmas qualificações, possuem menos acesso á educação formal, vivem nas áreas mais sucateadas das cidades e estão sujeitos à todo tipo de descriminação e violência física. O relatório aponta o sentimento de desespero e exclusão social do jovem muçulmano que vê sua possibilidade de progressão social dificultada por racismo e xenofobia.

O massacre que ocorreu ontem foi um crime horrível de terror e silenciamento, cometido por alguém que não sabemos ainda quem é (e nada impede que seja uma operação de false flag) nem com qual intenção. Um crime horrível e abominável, como foram horríveis e abomináveis os crimes de terror e silenciamento promovidos pelo Mossad quando assassinou o cartunista Naji Al-Ali, ou quando Bashar Al-Assad mandou quebrar as mãos do cartunista Ali Ferzat, ou todos os dias quando a polícia militar de Geraldo Alckmin, aterroriza e assassina os jovens que imprimem sua critica e revolta com latas de spray nas paredes da minha cidade. Todos são crimes horríveis de silenciamento, e todos devem ser condenados, mas cada um tem suas particularidades, razões e contextos próprios e únicos, e não podemos cair no erro de diluir nossa crítica no simplismo maniqueísta, ou corremos o risco de que a voz que queremos dar à democracia seja um megafone para os absurdos da teoria de “choque de civilizações” de Huntington.

Por tudo isso, eu não sou Charlie.

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ATUALIZADO: Uma fonte da Al Qaeda aparentemente reivindicou a autoria pelos ataques agora. Isso é importante em diversos contextos, mas não muda a análise feita neste artigo que se centra no poder ideológico das charges. Em breve publicarei outro artigo sobre o tema abordando a autoria do ataque

 

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REFERÊNCIAS:
HTTP://DESACATO.INFO/MUNDO/ISLAMOFOBIA-VIROU-IDEOLOGIA-ROTINEIRA-NA-FRANCA-ANALISA-AUTOR-DE-LIVRO-SOBRE-MUCULMANOS/
HTTP://WWW.BRASILDEFATO.COM.BR/NODE/30930
HTTPS://FRA.EUROPA.EU/SITES/DEFAULT/FILES/FRA_UPLOADS/1936-EUMC-HIGHLIGHTS-PT.PDF

 

284 comentários sobre “Por que não sou Charlie Hebdo – Je ne suis pas Charlie

  1. Zuni, o seu é um dos dois únicos textos que eu li sobre o assunto que não são uma esperneação gratuita sobre a "violência terrorista" do ataque. Obrigado por me fazer entender o que exatamente aconteceu ontem, por que aconteceu e quais são as implicações disso tudo. 🙂

  2. Convenientemente o autor ao escrever sobre a proibicao dos protestos na Franca "esqueceu" de citar que mobs de muculmanos radicais sob pretexto de protesto pro palestina atacaram judeus e lojas em bairros judaicos de Paris cantaram cantos de morte aos judeus tentaram invadir e/ou colocar fogo em sinagogas. Tb o autor qdo diz que Israel "assasinou" palestinos "esqueceu" de mencionar o regime racista, homofobico, machista, cristaofobico, anti-ocidental e antisemita do Hamas que controla Gaza, não quer paz e que nao hesitou em colocar sua propria população em risco ao lançar milhares de mísseis contra Israel e usar dinheiro da ONU pra construir túneis milionários no intuito de invadir Israel e matar civis (algo definido claramente no estatuto do Hamas que se propoe a matar todos os judeus e desaparecer com Israel do mapa para criar uma "nação puramente islâmica do Jordao ao Mediterraneo que não sera dividida com ninguem e que Jerusalem eh a capital islâmica indivisivel com mais ninguem, nem mesmo 1 centimetro". Os muculmanos são 1.6 bilhões no mundo todo e obviamente a grande maioria não são radicais e deveriam portanto sair as ruas com a mesma vontade com que protestam contra EUA, Reino Unido e Israel pra protestar contra o Jihadismo e tomar de volta o protagonismo da religião das maos dos fanáticos e radicais. Infelizmente isso nunca aconteceu mas e fácil ver toda semana (entre no canal MenriTV no youtube) centenas de milhares de muculmanos reunidos ouvindo pregações de aiatolás e lideres radicais ao redor do mundo árabe cantando com toda forca morte ao EUA, morte ao Reino Unido e morte aos Judeus. A inercia dos muculmanos não radicais em questionar o radicalismo islâmico eh o maior combustível pro racismo dos ultra nacionalistas europeus.

  3. Querido Zuni, é um prazer enorme te reencontrar por meio das letras em um texto tão lúcido. Seu blog chegou até mim por uma amiga da sanfran. Parabenizo-o, e peço licença para compartilhar!

  4. Uma análise enriquecedora que, na pior das hipóteses, mostra o perigo da tomada de posição por impulso. Onrigada e faça o favor de divulgar isso hoje, agora, onde der e puder.
    De minha parte, vou ler mais você, onde estiver. Parabéns e obrigada!

  5. Concordo com o conteúdo do texto (apesar da questão ter diversas outras variáveis, que seria pedir demais que fossem exploradas amplamente, claro), e assino embaixo o comentário da guria.

    Só faço uma ressalva: as aspas em "violência terrorista", a meu ver, são indevidas.

    Pode, infelizmente, ser grafado sem aspas :/

    Ao menos na maneira como visualizo o tema

  6. Texto de esquerda da pior estirpe, o humor da Charlie é ótimo. Quando é contra o Cristianismo você não reclama, óbviamente. No final das contas o texto quer justificar o massacre e impor um tipo de censura do que ELE acha bom gosto. Coloca o Islã e sua agenda de terror como coitadinhos e desrespeita o ataque aos valores ocidentais e a liberdade de expressão que aconteceu ontem.

    Escrito por um idiota útil da esquerda, enfim.

  7. É entediante esse discurso de ataque a análises críticas sem nenhuma argumentação intelectual alem da ofensa ao interlocutor. E essa mediocridade analítica já se denuncia de cara com "o humor da Charlie é ótimo."
    OBRIGADA PELA ANÁLISE LÚCIDA E ESCLARECEDORA!

  8. Do jeito que o texto foi escrito, até parece que a revista só atacava a religião muçulmana, e não era assim. O humor da Charlie Hebdo ia em cima de tudo e de todos, independente de cor, credo ou condição social.

  9. Zuni, o ataque foi um ato brutal e uma reação violenta. Ponto.
    Tragédias deste tipo sempre existiram e sempre existirão dentro de um contexto político e os fins que essas violências acarretam costuma ser o de alimentar discursos extremistas. Sempre. Vamos imaginar de outra forma: queo IRA tivesse jogado uma bomba na redação e matado, igualmente, os funcionarios. A reaç]ão seria exatamente a mesma, no sentido de indignação. Outros grupos radicais exigiriam a cabeça dos assassinos. Talvez uma esquerda mais radical, ou a ultradireita que estiver contra o Papa, etc. Mas foi uma tragédia, foi um ato de violência injustificado e foi algo a se lamentar e se solidarizar com as vitimas. Usar a tragédia, justificando atos terroristas como "normais" não difere em nada dos discursos de extrema direita europeus. Como se fosse justificável. Não é.

  10. Zuni não é verdade quando você diz "Nunca houve proibição do uso de crucifixos ou camisas com slogans cristãos". A ideia de proibição do véu é proibir simbolo ostensivo religioso, isto inclui cruzes. Claro que não causa o mesmo impacto para cristão que não andam com uma cruz grande pela rua!

  11. Todo e qualquer tipo de preconceito deve ser condenado. Leva-se em consideração a vida de uma pessoa, família, comunidade e até mesmo nação. Sinceramente acho o preconceito nojento. Charlie Hebdo, no nosso contexto brasileiro iguala-se a tão amada rede globo onde em suas novelas sempre que se retrata um personagem cristão evangélico deve-se inserir uma mulher que se esconde atrás da bíblia e da religião mas que no final da novela se revelará uma mulher vulgar e promíscua, o homem deve ser um aproveitador, golpista, e sempre passando a mão no dinheiro do próximo. Haja vista que todos os outros personagens religiosos de outras religiões seja ela católica, espírita, afro, judaica e outras são sempre homens e mukheres honrosos de respeito e muita fé.

  12. Isso pode ser muito politicamente correto se o foco for isoladamente sobre o que aconteceu na França.Mas islamitas são belicosos por muito menos e há muito tempo.E uma religião que tem o histórico de sangue que o islamismo tem, não adquire nenhuma possibilidade de complacência sobre "preconceitos" sobre sua religião,justamente por ser uma religião de fanáticos.Uma cultura válida é aquela onde haja inteligência e competência para exigência de respeito sem recursos extremistas,criminosos, e covardes.Por conta de todo seu histórico de sangue,hoje (quase) ninguém no mundo ocidental é a favor de muçulmanos sabe por que?Porque muçulmanos são fanáticos, e não hesitam em matar milhares(ou milhões) de inocentes em nome de sua religião.Vide as milhares de vidas de todos os países(inclusive o Brasil) que morreram covardemente no 11 de Setembro.Eu não temo que vejam minha colocação como PRECONCEITO.Tenho MESMO pré-conceito por qualquer religião cujos fiéis e seguidores matem em nome desse Deus.Então…Eu Continuo Sendo CHARLIE!

  13. Tudo bem, mas nem por isso ia achar justificável um Gentilli da vida ser assassinado.

    O preconceito existe independentemente do assassinato dos caras. Atos deste tipo pioram a coisa toda e exatamente os muçulmanos não-radicais são os mais passíveis de se ferrar com uma coisa dessas, como já está acontecendo.

    Ainda assim, há de se condenar o assassinato brutal e covarde, não? Seja deles, seja da policia querendo sangue, etc.

  14. O pior é que o autor do texto conseguiu realizar a proeza de assassinar, no espaço de uma linha de título, a gramática do português e do francês (equívocos corrigidos). Esses pseudointelectuais são uma piada.

  15. "… É muito comum que se veja, no Brasil, “humoristas” como Danilo Gentili e Rafinha Bastos, vindos de uma mesma escola de racismo, machismo e homofobia que geraram o riso bobo de Costinha e Renato Aragão, defenderem seu direito de ser promover discurso de ódio como se isso fosse “liberdade de expressão”. E, mais triste ainda, é muito comum ver a população brasileira defendendo essa “liberdade” de humilhar, ofender e sedimentar preconceitos contra minorias, sob o rótulo falsamente liberal (e bastante estúpido) de “politicamente incorreto”. Muitas vezes eles dizem que estão fazendo humor político, “expondo o racismo” ao fazer piadas racistas. Esse é um argumento preguiçoso e altamente hipócrita pra manter seu direito de ser um racista alegre e ainda posar de Voltaire do facebook… "

  16. Toda imprensa é, sim, livre pra publicar irresponsavelmente qualquer conteúdo, e também tem o direito de zombar de uma religião. Não existe "excesso de liberdade". Lutamos muito para chegar até aqui, para ter o direito de falar o que quisermos. Liberdade nunca é demais. Eu posso zombar do que eu quiser, da forma que eu quiser. E quem se sentir ofendido pode entrar com um processo pelas vias legais contra mim. Ação gera reação, então estou sujeito às consequências do que eu digo. Mas, em uma sociedade civilizada, espera-se que essas consequências sejam judiciais, legais. Jamais uma chacina. Não tente minimizar o ato dos terroristas. Não passe a mão na cabeça de jihadistas extremos. Os muçulmanos não precisam disso. Eles mesmo têm consciência suficiente para distinguir quem está errado nesta história. “Not in my name”. Já ouviu falar? Pesquise sobre e com certeza vai ver a quantidade de besteiras que escreveu.

  17. quando eu vi os noticiosos reportando o acontecido e as charges desrespeitosas a todo tipo de credo, tive certeza que os cartunistas não mereciam morrer, mas também tinha certeza que o slogan "Eu sou Charlie" não me cabia… Agora eu sei porque. Obrigado por traduzir em palavras as ideias que se emaranhavam em minha cabeça.

  18. Suas informações sobre a lei, conhecida como Lei do Véu, estão incorretas. Proibia todo e qualquer uso, em ESCOLAS públicas, ou seja, pertencentes à República, de símbolos ostentatórios religiosos. Católicos poderiam usar uma cruz sob a camiseta. Numa gargantilha, por exemplo. Judeus, uma cruz de David, do mesmo modo. Sem kipá. E muçulmanas sem véu, mas poderiam usar um lenço. Essa mesma lei aplicava-se a funcionários públicos. No entanto, em momento algum, as pessoas foram proibidas de professar sua fé, andar nas ruas mostrando suas crenças, proibidas do uso desses símbolos no âmbito social, comum, diria. O que essa lei defendia, por fim, era um dos valores mais cultivados pela sociedade francesa -e isso seria bom que vc entendesse e sentisse antes de chamar os franceses de racistas- que é a laicidade. Entenda laicidade, aqui, pelo direito de ter e, repito, professar sua fé, mas sem proselitismo e não trabalhando, por exemplo, para o Estado. Justamente para que não haja crescimento de ideias ou atos racistas como o crescimento exponencial do Front National. Não nego que o racismo lá exista e que é crescente. Mas não dê falsos argumentos enviesados.

    Quando vc diz ser raso argumentos onde se diz que Chalie Hebdo fazia caricaturas de todas as religiões vc usa uma grande falácia. Raso é seu argumento ao comparar patamares ou piadas sobre brancos e negros. Os judeus na França, talvez, sofram muito mais do racismo naquele país do que os muçulmanos. E sempre foram motivo das caricaturas. Quanto às comunidades cristãs da Europa…saiba que Charlie Hendo sofreu, até onde pude constatar por fontes, dez processos da Igreja Católica.

    Muitas caricaturas eram agressivas? Sim. Feriam sentimentos? Obviamente. Muçulmanos americanos disseram: as representações de Maomé são agressivas, ferem e chocam, mas liberdade de expressão sempre. São racistas? Cristalizam racismo..? Acredito que sim. No entanto há leis. Há outros modos de se lutar contra.

    Não concordo com um texto que diz "sou contra os atentados, mas…" Para mim isso é uma falácia.

  19. Excelente texto, concordo com quase tudo que está escrito. Concordo especialmente com a parte sobre proibir crucifixos e símbolos cristãos na escola: nada mais justo e democrático. Se se proibe símbolos de uma determinada religião, é NECESSÁRIO que se proíba de todas as outras também. Qualquer coisa menos que isso é pura e simples discriminação religiosa. Lembro-me que algum país europeu conseguiu fazer isso (proibir os crucifixos nas escolas), apesar da maioria da população ser cristã. Admiro muito a atitude dos legisladores desse país.

    Gostaria de fazer dois comentários: No título está como "je ne pas suis Charlie", mas o correto é "je ne suis pas Charlie". Na imagem mostrando a capa do Charlie Hebdo com um muçulmano sendo alvejado, seria legal colocar um subtítulo traduzindo os dizeres da capa ("Matança no Egito", "O CORÃO – isso não presta!" e "Isso não para as balas")

  20. Muito bom o texto, mas para mim perdeu a razão e ficou vago, quando em uma linha diz: "todos os dias quando a polícia militar de Geraldo Alckmin, aterroriza e assassina os jovens que imprimem sua critica e revolta com latas de spray nas paredes da minha cidade". Isso não tem qualquer relação com o texto. Os jovens que são "atacados" pela PM muitas vezes são marginais travestidos de manifestantes que depredam a cidade e depois se mascaram na desculpa de que são oprimidos pelo governo ou pela PM. É outra análise, outra crítica que não caberia você fazer superficialmente em um texto tão sério.

  21. "Nunca houve proibição do uso de crucifixos ou camisas com slogans cristãos".

    Essa parte é patentemente falsa, o texto dessa lei fala contra uso de símbolos religiosos em escolas públicas (escolas privadas fazem o que querem), sejam eles um hijab, um kippah, um crucifixo ou um turbante sikh, pode-se argumentar que a lei é seletiva e visa justamente ir contra a comunidade muçulmana, os franceses não são aliás os católicos mais fervorosos já faz alguns séculos e os judeus franceses são geralmente seculares, mas uma proporção de estudantes muçulmanas de fato .estudam em escolas públicas e usam o hijab.

    Pessoalmente eu acho uma lei estúpida.

    O texto da lei: http://www.legifrance.gouv.fr/affichCodeArticle.do?cidTexte=LEGITEXT000006071191&idArticle=LEGIARTI000006524456&dateTexte=20150109

    Tenho um problema com a ideia do discurso de equalizar caricaturas com lutas políticas de descolonização (só dei uma lida superficial no seu texto, posso estar errado, me corrija se estiver), soa como um eurocentrismo às avessas, o ponto de pintar as interferências das potências europeias (Rússia, França e Reino Unido) nos países árabes e islâmicos (do sul da Ásia, da Ásia Central, do Maghreb e do Oriente Médio) como uma luta de identidade e fazer o mesmo com ofensas com caricaturas é um discursos estranho e pode ser usado em outros conflitos por motivos diferentes.

    Bom, um império muçulmano dominou a Índia por 3 séculos antes dos britânicos chegarem lá, são bem conhecidos os casos de perseguição religiosa contra não muçulmanos em alguns períodos nesse tempo, alguns dos líderes desse império foram bem tolerantes, outros nem tanto, os sikhs andam até hoje com uma faca, o Kirpan, hoje apenas cerimonial, que adotaram naquela época como medida de defesa contra os muçulmanos.

    Se fosse seguir essa lógica de justificação de conflito como evento pós-colonial então os nacionalistas hindus (do movimento Hindutva), que veem os muçulmanos como invasores e forasteiros na Índia, estão totalmente justificados no seu obscurantismo de querer marginalizar os muçulmanos indianos.

    Aliás vai uma nota, a criação do Paquistão está totalmente ligada com isso, a Liga Muçulmana da Índia pré-independente sugeriu aos britânicos a partição da Índia em dois países justamente pois alguns de seus líderes temiam reações da maioria hindu, a criação de dois países aconteceu em 1947, com grandes doses de violência entre hindus e muçulmanos, a criação de uma Índia unida era o objetivo do Congresso Nacional Indiano.

    Paquistão e Índia ainda lutaram algumas guerras depois disso e me parece existe um forte movimento anti-hindu no Paquistão.

    Os britânicos porém só queriam se livrar de um colateral, as colonias tinham de ser liberadas naquele momento pois o império não tinha dinheiro pra manter todas, o mesmo acontecia com a Palestina onde a comunidade de imigrantes judeus e os árabes não paravam de brigar entre si, os britânicos então tivera a "brilhante" ideia de particionar a Palestina em 1948 como fizeram com a Índia, o resultado não foi diferente o primeiro.

  22. Oi, Marcus, tudo bom?
    Te peço mil desculpas pela indelicadeza, mas eu conheci alguns Marcus pela vida, e não sei exatamente qual deles é você, porque não tem foto nem descrição no seu perfil. De qualquer modo, é sempre bom reencontrar velhos amigos

  23. Oi, Joaquim, tudo bom? Obrigado por ler o texto, mesmo ele te causando tanta repulsa. Acredito que você não tenha lido muito bem, ou tenha pulado algumas partes, porque ao longo do texto eu tratei bastante do porquê existe uma diferença entre as charges que falam de cristianismo e de islamismo nessa publicação, e certamente não é por causa do meu gosto pessoal. Mas não tem problema, afinal, se você acha que a agenda de terror vêm do Islã, essa religião de quase 2 bilhões de pessoas, e não dos grupos terroristas que são orientados muito mais por política do que pelo Corão, então tudo bem, seu direito.

    Fica aí um abraço deste escritor idiota útil da esquerda, enfim 🙂

  24. Xenofobia e Islamofobia, no dialeto esquerdista quer dizer AMEAÇAS REAIS E DECLARADAS. A esquerda mundial se utiliza desse frame politicamente "correto" por que ele é o melhor "papel pega trouxas" que existe. Ele fsempre funcionou, fuciona e sempre funcionará enquanto houver discurso de esquerda (da intelectualidade picareta e desonesta). O objetivo de toda a esquerda mundial , que está longe de ser a promoção da integração e ecumenismo dos povos, e fica claro pra qualquer um que estude seriamente os motivos da nova onda da jihad islâmica. Bem o que a esquerda quer? Desestabilizar as soberanias nacionais apoiando guerras assimétricas imperpetradas por ditaduras extremistas e imorais partindo de qualquer ponto de vista. Por quê? Ora, porque só com o caos geral é possível estabelecer um "governo revolucionário", que tem um dogma a abertura das fronteiras entre outros "benefícios" inclusos nos pacotes. É como diz um célebre e odiado escritor brasileiro:" Quando é que vocês vão entender que na esquerda só tem filho da puta desonesto." E quem não se encaixa nessa descrição, em que há condições de um exame intelectual, é idiota útil. Sem meias medidas.

  25. Xenofobia e Islamofobia, no dialeto esquerdista quer dizer AMEAÇAS REAIS E DECLARADAS. A esquerda mundial se utiliza desse frame politicamente "correto" por que ele é o melhor "papel pega trouxas" que existe. Ele sempre funcionou, fuciona e sempre funcionará. Enquanto houver discurso de esquerda (da intelectualidade picareta e desonesta). O objetivo de toda a esquerda mundial, está longe de ser a promoção da integração e ecumenismo dos povos, isto fica claro pra qualquer um que estude seriamente os conflitos muçulmanos e /ou motivos da nova onda da jihad islâmica. Bem o que a esquerda quer? Desestabilizar as soberanias nacionais apoiando guerras assimétricas imperpetradas por ditaduras extremistas e imorais partindo de qualquer ponto de vista. Por quê? Ora, porque só com o caos geral é possível estabelecer um "governo revolucionário", que tem por dogma a abertura das fronteiras entre outros "benefícios". É como diz um célebre e odiado escritor brasileiro:" Quando é que vocês vão entender que na esquerda só tem filho da puta desonesto." E quem não se encaixa nessa descrição, em que há condições de um exame intelectual, é idiota útil. Sem meias medidas.

  26. Existem duas formas de um humor: aquela que satiriza o opressor e a que satiriza o oprimido. São coisas muito diferentes. Hebdo satiriza as instituições, as religiões que SÃO opressoras. BEM diferente é satirizar o oprimido.

  27. Olá, Brega Presley, tudo bom?
    Eu concordo com você plenamente, e justamente por concordar o meu texto não justific em momento algum os ataques do Charlie Hebdo ou qualquer outro atentado. Você pode observar que abro e fecho o texto condenando a violência. O meu texto trata de outras coisas, como o contexto de marginalização da população muçulmana na frança e como charges como as desse jornal amplificam a extrema direita racista e xenófoba nesse país, e esse efeito era causado pela revista independentemente de qualquer ataque. Da mesma maneira, lamento pelas vítimas desse ataque, mas analiso os problemas do movimento de soidariedade internacional acrítico, porque ele também tende a fortalecer a extrema direita francesa.

    E, sobre a solidariedade internacional ser uma condição natural da comunidade internacional, eu tenho que discordar. Ontem, após o massacre ocorrido na redação do Hebdo, aconteceram diversos ataques à mesquitas, casas e comércios de muçulmanos, mas isso não teve praticamente nenhuma repercussão midiática. Me diga, você se solidarizou assim por esses muçulmanos atacados ontem por franceses que "lutavam pela liberdade de expresão", ou talvez por todos os mortos e feridos no Oriente Médio vitimados por intervenções norte-americanas e européias?

  28. Os radicais muçulmanos (que não são a maioria da população muçulmana mas causam um estrago grande com o silência da maioria) estão agindo de forma violenta e destruindo vidas há décadas, com ou sem charges, com ou sem desenhos, com ou sem discriminação. Não adianta tentar coloca-los como vítimas (aliás, é a praxe de certas linhas ideológicas).

  29. Pois é, Surfandonabaguete, mas não há problema em se usar um crucifixo pequeno, e quem faz essa lei sabe que cristãos não andam por aí carregando cruzes gigantescas, assim como sabe que para grande parte das mulheres muçulmanas o uso do véu é uma obrigação de fé e uma reivindicação de identidade. Assim, quando alguém sabe desses fatores, sabe que está fazendo uma lei que proíbe apenas muçulmanos de professar sua crença religiosa à sua maneira. É uma lei que só afeta muçulmanos, e que tem objetivos bastante claros

  30. Este artigo não tem nenhum significado, Charlie foi e sempre será um jornal que denuncia a desigualdade ea estupidez deste mundo, e nunca foi racista pelo contrário, ele sempre denunciou. Tenha cuidado com estas informações totalmente falsas. Este jornal nasceu na década de 60 e sempre se revedico de esquerda contra o capitalismo e os extremos.

  31. Oi, Jorge, tudo bom com vc?

    Deixa te falar, não me leva a mal não, mas eu acho que você está com uma visão bem bagunçada sobre o Islã e os povos islâmicos. Em prieiro lugar, porque você não pode jogar num balaio "Os islâmicos' da mesma maneira que não pode dizer "os cristãos". Existem evangélicos, católicos apostólicos romanos, adventistas, mórmons, cristãos ortodoxos, adeptos da Bola de Neve, cada um um grupo cristão com um comportamento e crença religiosa diversa, e que se baseia não só na religião, mas no lugar em que vive, nas condições politicas e sociais que te, e etc, não é verdade? Pois bem, surpresa surpresa: com os muçulmanos é a mesma coisa. Existem diversas correntes distintas dentro do islã, e existem quase 2 bilhões de muçulmanos no mundo, vivendo em países diferentes, com condições diferentes e vivências diferentes, e por isso não se pode fazer essa classificação generalista que, como você mesmo admitiu, é um preconceito.

    Eu não posso te culpar por ter uma visão tão negativa do Islã, porque, como todo mundo, você assiste televisão, vai ao cinema, vê charges (como essas do Charlie Hebdo), e todos esses veículos de mídia passam uma imagem super estereotipada dos muçulmanos. Existem muitas razões pra que isso aconteça, sendo em alguns caso racismo ou ignorãncia de quem cria essas imagens, e na maioria das vezes existe um interesse político pra que isso aconteça.

    Caso você queira se aprofundar um pouco na discussão e quebrar alguns dos seus preconceitos, sugiro que você leia as obras de Edward Said, ou que assista alguns documentários, como o "Reel Bad Arabs", que está disponivel no youtube. Você pode também acompanhar este e tantos outros blogs de gente que se dedica ao assunto. Mas o que eu te recomendo de verdade é que você procure conhecer alguns muçulmanos. Se puder viajar pra um país muçulmano, vale muito a pena, e se não puder, certamente há uma mesquita próxima de você. O importante é que, uma vez que você já reconheceu que tem preconceitos (e isso é um passo enorme a ser dado, meus parabéns), agora você entenda que preconceitos não são legais e que você deve transforma-los em conceitos e pós-conceitos, se aprofundando no assunto que critica.

    Grande abraço

  32. Oi, Tulio, tudo bem?
    Agradeço o toque, mas eu conheço bem o movimento "Not in my name". Recomendo que você leia com mais atenção meu texto pra ver que eu não passo a mão na cabeça de terroristas nem justifico os crimes cometidos. Entretanto, responsabilidade de jornalismo, ética e respeito também são coisas bacanas pra se conhecer quando se pensa em liberdade de imprensa, já ouviu falar? Pesquise um pouco, ajudará a ver a quantidade de besteiras que escreveu também.
    Boa sorte aí

  33. Gracias, Zuni. Foste iluminado ao escrever este artigo.
    Espero que nós, leitores, o analisemos, independente de nossas convicções políticas, religiosas ou étnicas, lembrando que a ética deve presidir as relações humanas.

  34. Pseudointelectuais…rs. Meu amigo, quando um intelectual de verdade der mais importância à gramática do que ao conteúdo de suas idéias (como você), aí sim ele fará jus ao xingamento.

  35. Juliana
    Li seu artigo no Ópera Mundi mas não pude deixar meu comentário porque não tenho conta no Facebook. Fiz questão de poder deixá-lo registrado em algum lugar.
    Plínio, parabéns pelo texto. A opinião de um estudioso da cultura islâmica nestes casos é fundamental para que a razão ocidental não se sobreponha aos costumes dos povos africanos e do oriente, de forma a trazer uma reflexão mais histórica, uma crítica mais profunda sobre o aumento das intolerâncias no mundo.

  36. A parte da comparação com o Geraldo Alckmin foi espetacular. Nunca tinha visto tanta cara-de-pau num esquerdista. Troféu Pinocchio. Maniqueísmo nível 10! Eu não sou tucano e nem gosto do partido. Mas é verdade mesmo o que eu li hoje: "Os três terroristas foram mortos pela polícia. A esquerda brasileira está de luto…"

  37. Seu texto, longuíssimo, busca aparentar uma qualidade de análise aprofundada que ele de fato não possui. O principal problema é que você não consegue hierarquizar valores e entender o que está em jogo.
    Você pergunta: a quem serve a islamofobia? E responde que ela interessa à direita francesa. Uma análise honesta começaria por dizer que a Charlie Hebdo é uma publicação de esquerda. Você também não tenta elucidar as possíveis motivações dos assassinos, o que permite supor que você entende que elas sejam as imediatamente óbvias. Entretanto, isso seria acreditar que os assassinos são completamente ingênuos e que não teriam a menor ideia das consequências de seus atos. O contrário é muito mais provável.
    Você pergunta: a quem serve a liberdade de expressão? E, na resposta, trata de assunto que pouco tem a ver com essa questão, ou seja, a proibição do hijab nas escolas públicas sem entrar em nenhum momento no contexto de porque isso ocorreu. Sua análise da questão é, na melhor das hipóteses, ingênua, na pior, desonesta. Em primeiro lugar, a proibição dos símbolos religiosos nas escolas afeta a todos. Há uma razão para essa decisão ter sido tomada e ela não havia sido cogitada antes dos muçulmanos entrarem em cena. Por que? Quem quiser entender o porquê, veja isto: watch?v=AVoaL2UWyng
    Dizer que a cultura ocidental é superior à cultura do Islã não é racismo ou islamofobia. Seria somente se essa fosse uma afirmação arbitrária e sem fundamentação racional, mas não é. Muitas das críticas que você faz no texto envolvendo racismo, homofobia, machismo, etc. são coisas que, apesar de ainda serem problema no ocidente, estão infinitamente melhor resolvidas aqui do que nas nações islâmicas. Se você não concorda, então provavelmente você está sendo um tremendo hipócrita ao longo do texto, pois você reafirma esses valores ocidentais a cada linha. Assim, se você tem vergonha de viver no ocidente onde alguns ainda são racistas e homofóbicos, talvez deva considerar o que seria a sua vida ou a da sua mãe se vocês vivessem na Arábia Saudita. Se você consegue entender que tudo iria piorar consideravelmente, então não seja mais um multiculturalista ingênuo. Não jogue fora o bebê junto com a água suja.

  38. A tese é compreensível mas não se sustenta. Islâmicos em breve terão dois bilhões de seguidores no mundo. Não sei porque acham que são 'minoria'.

  39. Sim, mas a sua frase continua errada. Os crucifixos ostensivos foram proibidos, mas segundo você falou não existem, mas isto não cancela o fato de que foram proibidos. Além do que o quipá também foi proibido. Eu sou cristã, católica e praticante, muitas vezes na França ando com uma cruz (que para mim é média) e recebo olhares, coisa que nunca me aconteceu no Brasil! Veja este artigo para saber melhor sobre as proibições http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2011/04/08/01016-20110408ARTFIG00630-voile-signes-religieux-ce-qui-est-interdit-en-france.php

  40. Qualquer pessoas que não tiver o conhecimento suficiente do contexto pode fazer uma interpretação errada da sua frase. Além do que camisetas com slogan cristão são ostensivas, portanto proibidas nos lugares que a lei determina.

  41. Vou me informar melhor sobre a lei, mas se você me diz que há proibição para objetos religiosos ostensivos, eu acredito no que você me diz, lhe dou razão nesse ponto. Ainda assim, isso não muda o fato de que a lei tem objetivos discriminatórios e populações alvo muito claros. A proibição de kipás se enquadra muito próxima do que representa o véu para os muçulmanos, uma vez que é objeto essencial da crença de um grupo que também é muito discriminado na França. O papel e a discriminação dos judeus na França tem outras raízes e outras repercussões, mas também aconteceram marchas pedindo a expulsão dos judeus recentemente em Paris, e o caso Dreyfus, que cito no meu texto, é um bom parametro pra compreender o problema da estigmatização racial-relisiosa

  42. Muito boa sua análise. Concordo que nenhum tipo de violência pode ser aceito, mas eu não conhecia o que estava por trás de todo o ataque. Outro ponto é a importância de blogs conseguirem proporcionar o debate, que é o que você faz… por isso vou passar a segui-lo

  43. Uma amiga me enviou o seu texto para ler e, nossa, que leitura do caralho. Muito bom o texto. Eu já havia pensado em algumas dessas coisas, por ser professora de francês eu me questiono bastante sobre o que ensinamos aos alunos sobre esse país. Sempre mantive uma relação de amor e ódio com a França (por que estou dizendo isso?) e esse texto sintetiza bastante o porquê desse meu dilema.

    Infelizmente como professora eu não terei tempo de discutir sobre essa questão com meus alunos e nem na faculdade ninguém discutiu comigo sobre a cultura islâmica na França. Isso é um traço TÃO importante para entender a França que eu não acredito que algumas universidades ignoram isso. Enfim, gostaria de saber se você poderia me indicar alguns livros ou documentários (um deles você indicou a uma outra pessoa, já estou assistindo e parece ser sensacional) sobre a cultura islâmica na França ou em geral mesmo.

    Merci beaucoup por um texto tão esclarecedor!

  44. Texto interessante, mas levemente tendendo para a justificação do ato. Mas não deixei de ser Charlie após essa conversa toda, simplesmente porque ninguém merece ser morto pelo que diz ou desenha. Ponto. Ponto mesmo, Sr. Zuni. Pode ser o que for, pútrido, que seja. A mente do ignorante reage às palavras (e aos desenhos) porque, sobrando tempo e devaneios, precisa mais delas do que respirar, daquilo que é real. É pela palavra que se sustentam as religiões. Magníficos os comentários até aqui! E é assim, com a palavra que se ataca a palavra. Tão simples, tão óbvio, tão pacífico. Pronto. O resto é descontrole sobre o apego.Lamento que até o momento ninguém tenha cogitado que o problema, se formos generalizar, ainda continua sendo a existência das religiões. Não precisamos mais disso pessoal. Boa viagem a todos!

  45. Baboseira.

    Por trás de um arremedo de academicismo – muito picareta, por sinal – eu consigo ver um babaquinha doido por atenção.

    Aprenda francês e var ler o que é importante, seu intelectual de boteco, em vez de contar com os comentários para corrigir seu português sofrível e suas arriscadas em um idioma que nunca vai conseguir aprender. Pelas ideias rasas, você deve dedicar todo seu tempo a ler facebook e Veja.

  46. Interessante o texto. Percebe-se como a depreciação cultural pode levar a fundamentalismo extremos. Não justifica os crimes, mas agredir símbolos religiosos e crenças que ancoram a identidade de pessoas é complicado e pode explicar atos extremos. Por outro lado, fiquei muto mal impressionada com a legislação francesa que proíbe manifestações a favor dos palestinos. que que é isso? Liberdade de expressão unilateral?

  47. Zuni, achei seu artigo imparcial e esclarecedor, é uma pena que nem todos enxergaram desta maneira, pelo contrário, muitos comentários são extremados com conteúdo racista e ofensas pessoais. Isso me leva a crer que estás correto em suas palavras.
    Difícil lê-las, porém gratificante os elogios. Ossos do ofício não?
    Gostaria muito de um dia poder escrever o que penso e aceitar as críticas ofensivas sem cortar os pulsos ou praticar um "ataque terrorista" (piadinha preconceituosa). Mantenha-se consciente, abraços. Ana Carla.

  48. Gostei do seu texto. Sei o quanto este tipo de humor fere, humilha.
    Concordo com alguém q diz que a comparação c os jovens de SP está fora do lugar. Releia o que escreveu.
    Obrigada, você se aproximou do que eu penso. Todos agora queremos dizer algo, eu apenas reflito ainda diante de tudo

  49. Olá, marcelo. Não, eu não os considero crimes de guerra, pois não se enquadram nas definições de crime de guerra. Os ataques do Hamas à Israel correspondem à outras categorias de ação. E eu lamento pela morte dos dois civis israelenses atingidos pelos foguetes do Hamas na ultima ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, bem como pelos milhares de mortos civis dentro de Gaza em todos os ataques israelenses, além dos prisioneiros ilegais palestinos feitos por Israel, bem como pelas milhares de vidas à mercê de uma ocupação militar criminosa, colonialista e extremamente violenta, à ual tive a oportunidade de testemunhar pessoalmente quando morei nos Territórios Ocupados da Palestina.
    Grande abraço

  50. Olá, PV.
    Os seguidores do islamismo são quase dois bilhões de pessoas, mas pertencem à países, etnias e denominações islâmicas distintas, não podendo ser levados como um grupo único e homogêneo. Na França eles correspondem à 6% da população, e isso os torna uma minoria numérica. Entretanto, o conceito de minoria não se aplica apenas à demografia, pois se assim fosse os bilionários do mundo poderiam ser denominados uma minoria no sentido sociológico da palavra. Minorias são grupos com representação política e social minoritária. No caso francês, os muçulmanos são, na sua maioria, argelinos e marroquinos, que estiveram sob ocupação colonial francesa até os anos 60, e sofrem todo tipo de discriminação, e por isso podem ser considerados uma minoria. recomendo que leia o resumo do relatório do Observatório de Xenofobia e Racismo da Europa sobre o problema da islamofobia, cujo link disponibilizei no final do artigo.

  51. Olá, Lafayete, tudo bem?
    Agradeço a sua leitura, e fico feliz que tenha gostado do texto.
    Acredito que pra compreender a situação atual da poopulação muçulmana na França um filme essencial é A Batalha de Argel. recomendo também um documentário excelente feito recentemente pela rede Al Jazeera chamado "World War One trought Arab Eyes".

    A leitura mais importante de todas pra compreender como os muçulmanos são retratados pelo ocidente e as razões para isso são as obras do professor Edward Said, principalmente os livros O Orientalismo, A Questão Palestina e Covering Islam. Também recomendo As Cruzadas vistas pelos Arabes, de Amin Maalouf e A História dos Povos Árabes, de Albert Hourani.

    Recomendo cuidado com as obras de Bernard Lewis sobre a questão, pois esse autor, além de grande disseminador de preconceitos, foi conselheiro de George Bush durante a invasão do Iraque.

  52. Olá, fernando, tudo bom?
    Concordo com você, ninguém merece ser morto pelo que diz ou desenha, e tentei deixar isso claro no texto. Sinto muito que você tenha interpretado meu texto como uma justificação, mas garanto que não foi essa a minha intenção. Não acredito que as vítimas tenham merecido a morte, nem que merecessem ser censurados de forma alguma. Entretanto, existem certos parametros de ética e respeito que devem ser seguidos quando se trata de questões complexas e delicadas como religião ou situações sociais, porque do contrário acabamos fazendo uma critica rasa e danosa, e é isso que aponto no texto.

    Talvez eu e você não precisemos de religiões, mas todos precisam crer em algo. Eu creio num mundo livre de Estados e do capitalismo, e muitos diriam que isso é utopismo, mas é parte de quem eu sou, eeu não estou em posição de dizer pra um muçulmano que ele não deveria ter uma religião, por mais que não compartilhe dessa fé e tenha muitos questionamentos sobre as implicações sociais dessa fé.

    Abraço!

  53. oi, carlos,ta tudo bem com você? Quanta raiva, amigo.
    Defato eu não falo francês, nem uma palavra que seja, mas não me envergonho disso. Eu cometi dois erros de português formal nesse texto, é verdade, e fico feliz que colegas me chamem a atenção pra isso nos comentários, apesar de achar que colocar uma crase no lugar errado não deslegitima todas as ideias que coloquei nesse texto.

    A propósito, eu falo árabe clássico e dialetal egípcio (ainda não sou fluente, mas estou trabalhando pra isso), e acredito que você não fale, mas isso certamente não me torna mais inteligente, culto ou capaz do que você ou do que ninguém, correto?

    Shukran, wa assalamu aleikun 😉

  54. Muito obrigado, Laura

    Sobre a comparação, eu entendo o seu incomodo, mas destaco o trecho que fala sobre ela no meu texto: "Todos são crimes horríveis de silenciamento, e todos devem ser condenados, mas cada um tem suas particularidades, razões e contextos próprios e únicos, e não podemos cair no erro de diluir nossa crítica no simplismo maniqueísta"

    Procurei, neste trecho, deixar claro que não é a mesma situação, apesar de poder traçar paralelos que deveriam ser pensados quando escolhemos um único caso para a solidariedade internacional e fechamos nossos olhos pra casos de assassinatos, tortura, censura e violência, seja manifestada por grupos organizados, indivíduos ou Estados.

    Grande abraço

  55. Olá Zuni!
    Como estudante de jornalismo me senti bombardeada com notícias do ponto de vista francês e da revista. Reportagens feitas por colegas de profissão sensibilizados pelo acontecido. Nada do li ou assisti me fez tirar da cabeça "Por que eles fizeram isso?"
    Depois que vi os conteúdos das charges até tentei entender, mas ainda achei que não justificasse o atentado. Óbvio!
    Porém entendi que não posso afirmar que sou Charlie Hebdo (logo eu que estou escrevendo meu TCC baseado no sensacionalismo).
    Enquanto vejo nas redes sociais profissionais, professores e colegas afirmando isto; agora, depois desde texto, posso afirma: Eu não sou Charlie Hebdo.

    Parabéns pelo artigo. E obrigada!

  56. O blasfema faz integralmente parte da nossa cultura francesa, camarada brasileiro. Poucos outros povos (por não ter conhecido tantos séculos de guerras de religião – inclusive civis – como na França em particular, e na Europa em geral) sabem ou entendem isso plenamente, de verdade. Esse direito de blasfemar é o fruto de séculos de luta contra a ordem e o obscurantismo religioso (e a violência que todas as religiões, a começar pelo cristianismo, geraram no mundo). Não se trata de "piadas" só, como você escreve no seu artigo, se trata de uma coisa muito maior, a saber de um ato politico e de um direito humano fundamental, que não todo mundo entende, infelizmente. Qualquer pessoa pode achar que os desenhos de Charlie as vezes eram ofensivos, ate de muito mal gosto, em alguns casos. Mas essa liberdade de dizer o que você quiser sem ter medo de qualquer fanático de qualquer religião não tem preço. Você deveria valorizar isso, no Brasil, onde a liberdade de expressão é tão ameaçada pelos politicos, pelas igrejas, pela Globo, etc. Na França, a liberdade de expressão esta rigorosamente codificadas e tem limites claras. Charlie sempre respeitou essas limites da lei nacional e exerçou seu direito de livre expressão sem nunca incentivar qualquer crime, ou promover o ódio dos outros, nem dos estrangeiros, nem dos muçulmanos, nem de qualquer outro grupo étnico ou religioso. Todos os membros da redação que morreram ontem, para quem conhecia eles (e sabe de que ele esta falando), eram pessoas do bem, principalmente esquerdistas pós-68, pacifistas e sim, irreverenciosos e um pouco provocadores. Mas nenhum merecia de morrer assim e quem não consegue entender o humor deles sempre tem a liberdade de não ler Charlie ou de ignorar eles. Os doentes mentais que mataram eles são O problema. Insinuar, como você fez no seu artigo, que de um certo jeito, a provocação começou com os desenhos anti-reliogiosos de Charlie é um erro grosso, uma opinião errada, ate falaciosa e perigosa, no sentido que ela parcialmente "justifica" as ações facistas daquelas pessoas que querem voltar aos tempos medievais. Você tem todo o direito de não ser Charlie, com certeza. Mas por favor, respeita a memória de quem fizeram muito mais que você, para que pessoas do mundo inteiro sejam livres de escrever livremente em blogs como o seu. Pessoalmente, eu sou Charlie, e sempre serei.

  57. Muito obrigado Zuni por um simple e creoo importante fator: a sua experiência de vida e estudo da cultura e língua árabe, pois põe luz sobre o que tem do outro lado…
    Como vc diz, sendo aqui na Europa muito forte o poder da mídia e da informação vindo de um frente só, a maioria desconhece o que vai se passando do outro lado. Entendeu?!
    Que a política faz o próprio jogo, é um fato. Aquilo que surge questionável é também o slogan de um estado como a França "Liberdade, igualdade, fraternidade" sem esquecer também destes aspirantes moviventos de esquerda como PEGIDA, entre outros. O preconceito, de qualquer forma, é um vírus gerado pelo ódio fruto da ignorância. A sátira do Charlie Hebdo, certeza que faz o papel do burro sendo manipulado ( e querendo manipular ) e chega a ser extrema quase sempre mas eu continuo sendo Charlie, querendo defender o valor da vida, tolerância junto com o respeito.
    Certeza que você já leu ou ouviu o discurso de Malala (prêmio Nobel pela Paz)…talvez estés terroristas não sejam os mesmos talibanes dos quais ela falou mas considero que esteja valendo também agora.

    Um grande abraço e obrigado!

  58. Eu ainda sou a favor da liberdade de expressão plena, com uma única exceção: o ataque direto a pessoa certa e determinada. Caso contrário, criticar grupos ou ideias seria um "crime sem vítima".
    Se a mídia só relata uma versão dos fatos, se faz sátira de apenas uma parcela da população, a questão é outra. O problema neste caso são os oligopólios midiáticos que não permitem a divulgação de todos os pontos de vista.

  59. Zuni, e, dado tudo o que você escreveu, que tipo de "solução" você sugeriria para essa "questão mulçumana"? Qual seria a forma correta, ao seu ver, de lidar com o fundamentalismo islâmico? Há a necessidade de criar alguma lei adicional? Ou, pelo contrário, apenas cumprir o que já existe? Ou, ainda, extinguir leis islamofóbicas?

  60. Me preocupa confundir – ou correlacionar, para fins desse incidente específico – direito de falar e conteúdo da fala. Quando se diz Je suis Charile, não há um brinde ao teor da revista, mas ao direito de a revista publicar qualquer teor. Ainda que odioso a nós, ou a um grupo. Ainda que repugnante. Je suis Bolsonaro; Je suis Marco Feliciano; mesmo achando absolutamente a-bo-mi-ná-veis as mensagens veiculadas por ambos, porque o direito de eles terem essas opiniões está acima de nosso consenso e dissenso.
    Me preocupa bastante, também, um suposto dever de respeito aos dogmas alheios. Respeito ao direito de os outros terem e cultivarem seus dogmas é imprescindível, mas apenas na exata e mesma medida em que qualquer um tem o direito de pensar (e dizer) que meus dogmas são risíveis, ou repugnantes, ou o que quer que o valha. Vale pra Cristo, vale para Buda, vale para Maomé.
    Em suma, para mim, Je suis Charlie é afirmar que o direito de pensar e dizer o que se pensa não tem limites – a meu sentir, dado fundamental com o que não convém brincar. E seguir dizendo, seguir pensando, mesmo sob ameaça de morte (e morte efetiva, agora), é digno de admiração. Novamente e sempre: independentemente daquilo pelo que se morreu.

  61. Oi, Julio, tido bem?

    Eu entendo a sua preocupação, mas deixa te dizer que eu discordo do que seja liberdade de expressão nesses casos.

    É complicado dizer "Je sui Bolsonaro" ou "Je sui Feliciano" acreditando que está se defendendo o direito à liberdade de expressão, quando não se pensa nas liberdades que esses discursos atacam. Quando um discurso homofóbico ou racista é tolerado veiculado, ele tem como intuito convencer pessoas a aderirem àquela idéia, ou seja, criar mais pessoas racistas e homofóbicas, que tirarão atacarão direitos muito fundamentais das pessoas não-brancs ou não-heterossexuais. Assim, alguém com o status de formador de opinião (um político, pastor, humorista, apresentador de televisão, jornalista, etc) convence pessoas de que deus odeia gays, de que mulheres que não são submissas devem apanhar em casa, de que negros são bandidos, de que bandido bom é bandido morto, de que mulher de roupa curta merece ser estuprada, etc e etc, o que essa pessoa está fazendo não é exercendo seu direito à liberdade de expressão, e sim incitando seu público à segregar, julgar, agredir, condenar, estuprar e assassinar. O discurso de ódio não é liberdade de expressão, e sim um meio de ostracizar uma parcela da sociedade que perde não apenas sua liberdade de expressão, mas também muitos direitos civis, além da auto-estima, segurança pessoal e possibilidade de viver uma vida plena e normal.

    Bolsonaro e Feliciano, como você disse, tem discursos abomináveis, e eles tem todo o direito de ter essa opinião pra eles, mas quando se trata de incitar esse tipo de pensamento abominável na população, usando tribunas políticas, canais de radio e tv, jornais e etc, os efeitos são muito mais abomináveis. Basta constatar a enormidade de casos de violência doméstica, femicídio e assassinatos homofóbicos no Brasil. Há uma boa razão pra que não seja permitido apologia ao nazismo no Brasil e partidos nazistas sejam proibidos. O mesmo deveria se aplicar à todo discurso de ódio.

    Abraço

  62. Oi, Duan

    Então, cara, é muito complicado falar em uma solução pra o fundamentalismo, por várias razões.
    Primeiro, não se pode falar sobre uma lei que acabe com o fundamentalismo, porque movimentos ideológicos não são suprimidos por leis, apesar de leis serem um passo importante pra isso. Leis que proibem o racismo no Brasil não fazem com que o racismo deixe de existir, mas oferecem um amparo juridico para pessoas que sofrem racismo, e são um reconhecimento do estado de que o racismo é uma realidade, e isso é um passo importante. Por isso, o fim das leis islamofóbicas na Europa é, sim, um ótimo começo.

    Outro ponto complexo é que não estamos falando "Do Islã", como se fosse um grupo único, homogêneo, de pessoas iguais vivendo no mesmo lugar sob a mesma crença. O Islã tem divisões políticas e filosóficas tanto quanto o cristianismo, e é religião de mais de 1,7 bilhão de pessoas, divididas em países diferentes com políticas e realidades sociais diferentes. O muçulmano da Turquia não é igual ao muçulmano do Egito, ou do Líbano, ou da Alemanha, ou do Brasil ou da Palestina, entende? E há grupos fundamentalistas de diferentes denominações, criados por diferentes causas.

    O fundamentalismo islâmico é movido muito mais por política do que por religião. O Hamas não é o que é por causa do Corão, e sim por causa da ocupação militar Israelense e da situação terrível à que estão submetidos os palestinos, especialmente na Faixa de Gaza, a maior prisão á ceu aberto do mundo.
    Os fundamentalistas da Al Qaeda tem objetivos diferentes dos do ISIS, ainda que tenham vindo de um mesmo grupo. E o histórico tem razões distintas.
    A Irmandade Muçulmana do Egito tem um papel diferente de todos esses grupos e, embora hajam consensos e apoios, não são os mesmos interesses, porque não são as mesmas regiões de atuação, e porque não são as mesmas pessoas.

    Um passo importante pra o fim do fundamentalismo é o fim da Questão Palestina, que passa por um acordo entre palestinos e israelenses pra que se crie um Estado Palestino ou um estado bi-nacional entre palestina e israel, além da aceitação do direito de retorno para palestinos refugiados. E isso é bem complicado.
    Outro ponto importante é a normalização das relações entre EUA e Iran, que são problematicas desde os anos 70 e reverberam em todo mundo muçulmano.
    A estabilidade economica dentro dos países árabes e muçulmanos é um fator fundamental, e isso vai ser bem mais complicado, uma vez que boa parte dos governos desses países são regimes violentos e antidemocráticos. E a estabilidade da região não pode ser obtida enquanto o ocidente continuar intervindo militar e politicamente nestes países, numa continuidade do neo-colonialismo que resultou na destruição economica e política de toda a região.

    Mas, de verdade, o primeiro passo que a gente pode dar é conhecer mais sobre essas culturas e países e combater o racismo e os estereótipos violentos que a mídia em geral nos passa. Entender que os muçulmanos são pessoas pensantes exatamente como nós, e não homens-bomba que só se guiam por uma fé cega, é o passo mais importante.

    Grande abraço!

  63. "Nunca houve proibição do uso de crucifixos ou camisas com slogans cristãos. "

    Enquanto isso, em Paris, o simples fato de usar uma camiseta com a estampa em defesa da família tradicional foi motivo para que mais dez pessoas fossem detidas pela polícia, em 2013 (parece mentira, mas não é! A notícia foi publicada no jornal Le Figaro).

    http://www.lefigaro.fr/actualite-france/2013/04/08/01016-20130408ARTFIG00579-proces-verbaux-en-serie-pour-le-port-du-sweat-shirt-de-la-manif-pour-tous.php

  64. Logo após o atentado em Paris, fiquei chocado, comecei a refletir sobre os dados e fatos que o ocasionaram, então vi uma invasão nas redes e na mídia do slogan "Je suis Charlie", no Facebook publiquei um texto "Eu não sou Charlie", na hora de publicar, tive um certo receio de ir contra a corrente que aparecia na rede, mas é um exercício que faço quando minhas convicções assim o pedem, pouco a pouco percebi que outras pessoas estavam fazendo a mesma coisa, por motivos semelhantes, que de alguma forma reforça e nos dá o alívio de não estarmos sozinhos, li o seu texto e achei ótimo, é um ponto de reflexão para se mudar a corrente, sem outra pretensão que seja somar às suas, deixo aqui a minha:
    Eu não sou Charlie.
    A questão religiosa sempre vai provocar este tipo de violência, é uma questão delicada, tem valores que estão além da razão, o achincalhe a estes valores provocam fortes reações, na maioria as vezes irracionais, queiramos ou não, eles sabiam disto há anos e continuaram as provocações. Pessoalmente sou contra qualquer fanatismo e me sinto horrorizado com este tipo de atitude por parte de radicais do islamismo e de outras religiões. Há uns tempos atrás um Bispo da Igreja Universal quebrou uma imagem de um ícone da Igreja Católica e quase começou uma guerra religiosa no Brasil: durante dias Templos da Universal foram apedrejados e vandalizados em diversas regiões do Brasil, foi preciso muito trabalho para abafar o caso. Este tipo de ação todo muno sabe como começa, mas não como e quando termina, convém lembrar que o artigo 208 do Código Penal prevê com crime vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso, em tese, o mero compartilhamento de charge com este tipo de teor, é crime previsto no código penal brasileiro, outra coisa interessante é que por muito menos milhares de pessoas foram torturadas, queimadas vivas, mortas pelas mais diversas e cruéis formas, pelas nossas Pias Igrejas cristãs (católica e protestante). Infelizmente como sociedade ainda estamos na idade da pedra, onde a Paz só é possível quando se submete à coação e à violência, enganam-se aqueles que pensam que estamos salvos deste tipo de atitude, temos aqui Brasil diversos tipos prontos e atuantes neste tipo de ação, a intolerância religiosa, política, de gênero, de cor, xenofóbica, social, sob o manto da arbitrariedade e outros tipos, matam milhares de pessoas no Brasil todos os anos e não são mortes veladas, são escancaradas. Voltando à vaca fria, este tipo de ato que aconteceu na França é emblemático e acredito que deve servir de paradigma para repensarmos a convivência humana, não por medo, mas pela necessidade racional de convivência e busca pelo bem comum. Os limites da moral quando não observados no que tange às liberdades individuais e coletivas devem ser regulamentadas de tal maneira que evitem este tipo de violência, a xenofobia e o desprezo por valores alheios produziu este resultado, que era anunciado e esperado, o Estado Francês e grande parte da sociedade francesa tem culpa no cartório e ela não está restrita a cartoons, esta ligada a ações que não comovem a sociedade mundial, dando espaço e estimulando o crescimento do fascismo e abjurando os princípios dos Direitos Humanos e do conviver com as diferenças. Espero ter deixado claro que sou radicalmente contrário aos atos praticados pelos assassinos e não compactuo ou comungo com os da Revista Hebdo, mesmo porque tem muito a se estudar e a observar sobre causa e efeito, onde o que não foi dito e as razões politicas ainda não estão totalmente claras, meu pesar sobre os mortos e sobre esta tragédia situa-se exclusivamente neste pequeno pedaço de chão chamado Terra e é hora de repensar.
    Mas sei de uma coisa, realmente eu não sou Charlie, estou mais para o brasileiro Jean Charles de Menezes, cujos assassinos estão livres.
    PS: Em tempo quando acabei de escrever sobre isto, soube que os assassinos do atentado tinham sido mortos pela polícia francesa, nesta conta todos perdem, não há ganhadores.

  65. Foram pensamentos aliados aos do Jorge, de supremacia da cultura e valores ocidentais, que motivaram uma nação a dizimar outra. A esse episódio se deu o nome de Holocausto. Intolerância, espírito de superioridade…

  66. Para grande parte dos jornalistas, ética é algo que deve ser afeto a todas as outras profissões, menos a deles. Se eles precisarem de um juiz, esperam que, no mínimo, este tenha ética! O mesmo se aplica se precisarem de um médico, advogado, psicólogo, e até de um comerciante. Procure saber o que essa preciosa palavra significa, e, se não for pedir demais, procure colocar-se no lugar daqueles que serão atingidos por tudo que publicar. Talvez, quem sabe, assim, você compreenda o que, de fato, é ética.

  67. Em outra caricatura, um muçulmano segura um Corão enquanto balas atravessam o livro e o seu corpo. A legenda diz “O Corão é uma merda”. Isso não levanta debate nenhum, apenas diz “sua religião é uma merda”, o que implica dizer, no caso, “sua sociedade muçulmana, sua história muçulmana, seus parentes e crenças muçulmanas, são uma merda”.
    TEM UMA PUTA DIFERENÇA EM DIZER Q UMA RELIGIAO É UMA MERDA
    E DIZER Q OS SEUS SEGUIDORES SAO UMA MERDA

    eu tenho q respeitar o nazismo,°?
    No brasil eu posso dizer q comunismo é uma ideia idiota
    e q é um bando de bosta falar q vc veio do macaco mas
    se o nazismo comunismo evolocuinismo(?) se tornarem religioes
    eu nao poderia dizer o mesmo

    NENHUM ASSUNTO ESTA ACIMA DO OUTRO

    a religiao n exige mais respeito q qualquer outra ideologia

    se eu achar q a religiao A é uma merda
    eu deveria poder dizer
    sem ser morto por um tiro de ak 47

    E sim eu posso falar em valores absolutos sobre uma religiao (ou um ramo dela)
    pq eles sao unicos
    é sim uma opiniao sem preconceito
    o q eu n se deve é generalizar seus seguidores
    ''eu acho q islamismo é uma merda inventada´´
    mas eu n posso dizer q os islamistas sao todos terroristas
    isso é generalizar

    falar isso é baseado em preconceito e discurso de odio
    eu posso dizer sim
    q alguns islamistas sao terroristas
    pq isso nao é uma opiniao
    é um fato

  68. Então Eles morreram, os irmãos Cherif e Said Kouachi que foram os "responsáveis" pelo ataque terrorista à redação do jornal Charlie Hebdo. Justiça foi feita O Mundo a França agora respiram aliviados, Todos comemoram. Os grandes jornalecos globais afirmam que a ação foi bem sucedida, do tipo "bandido bom, é bandido morto" também morreram quatro reféns.
    Os grandes Jornais, portais de Todo Mundo a toda hora dando cobertura maciça da "pior tragédia dos últimos anos", mostrando cada detalhe ou o fato nos “mínimos” detalhes. A tragédia tomou proporções global, várias capitais do mundo e aqui no Brasil fazendo homenagens as vitimas.
    Realmente é uma tragédia, TODA VIDA é importante, todas.
    Devido à cobertura da Grande Mídia Global, o Mundo entra em comoção com a tragédia, para isso basta vê pelas redes sociais onde milhares de pessoas colocam em suas capas de perfil: "Somos todos 'Charlie Hebdo'", o engraçado que até pouco dias antes dessa tragédia quase ninguém sabia da existências dessa revista ou de seus cartunistas . Mas a moda criada pela Mídia Global pegou . O que vale para Muitos é a moda. Eu respeito, mas comigo não.
    Pense só por um momento a grande Mídia Global dando cobertura maciça dos milhares de palestinos morto que são alvo do exercito de Israel? Ou quem sabe cobertura em tempo real das crianças que foram covardemente assassinadas, mortas em uma escola de Gaza? Ou quem sabe fazer cobertura das centenas de Guerras com milhares de vitimas fatais que são patrocinas pelos EUA, França e “Países Amigos”? Será que o Mundo ficariam comovido? Será?
    QUERO DIZER E REAFIRMAR, QUE NADA JUSTIFICA AS VIDAS DAS PESSOAS QUE MORRERAM NESSE ATO TERRORISTA QUE OCORREU NA FRANÇA. VIDAS SÃO VIDAS E TODAS SÃO PRECIOSAS.
    Enquanto Pessoas do Mundo inteiro repetem o que os meios de comunicação mandam: “O pior atentado dos últimos tempos”, “ a liberdade de expressão está ameaçada” e muitos aderem a campanha da Mídia Global: "Somos todos 'Charlie Hebdo', desculpe-me, mas Eu não.
    DESCULPE-ME, EU VOU REMANDO CONTRA A MARÉ.
    “Eu sou os milhares de Palestino Mortos”.
    “Eu sou as centenas de crianças mortas na faixa de Gaza”
    “Eu sou os Milhares de Pessoas que são Mortas nas Guerras em vários Países, patrocinadas pelos EUA, França e Nações Amigas”.
    “Eu Sou as Milhares de Pessoas Inocentes que morrem Todos os santos dias em uma Guerra que não são Delas”.
    “Somos Todos Contra a Guerra”.

  69. Só acho muito complicado comparar ataques ao islã e posições xenófobas com piadas contra mulheres e ataques a feministas. Se é verdade que o uso do véu faz parte da identidade cultural feminina no islã, não é menos verdade que ele, sim, é sinônimo de opressão (ainda que as oprimidas não se deem conta disso).

  70. FANATISMO RELIGIOSO X FANATISMO DE EXPRESSÃO: Quantos Inocentes morrerão até ambos os Lados perceberem que estão errados?
    Antes de, mas nada quero deixar bem claro que nada justifica a violência cometida a Vidas dessas Pessoas que foram assassinada na França, assim como qualquer tipo de violência cometida a qualquer pessoa sejam elas por ideologias políticas, crença, liberdade de pensamentos, opção sexual, sexo, cor, nada justifica tal violência.
    No entanto, acredito Eu que temos que ter Respeito pela crença dos Outros e limite no que se refere a “minha” liberdade de expressão. Quando não respeitamos a Religião do Outro ou baseado na minha “liberdade de expressão” Eu começo a ofender a Crença de Outros, desrespeitar, isso de certa forma pode ter consequências terríveis e irreversíveis.
    A minha opinião sobre os desenhos da revista 'Charlie Hebdo' que retratavam Maomé eram ofensivas e desrespeitosas sim. Os desenhos colocava Maomé de quatro; outra afirmava que o Alcorão era uma merda e não para nem as balas, em outra o profeta Maomé pergunta: " Minha bunda! Vocês gostaram da minha bunda?”. Imagina uma charge onde Jesus aparecesse de bunda pra cima, afirmando que a Bíblia é uma merda? Ou que com a frase “gostaram da minha bunda?”. Como seria a reação de milhares de católicos ao redor do Mundo?
    Jamais podemos confundir a liberdade de se expressar com a liberdade de desrespeito a crença do Outro, isso nunca.
    Uma coisa é certa, o Mundo vai ficar pior depois desse ato de terrorismo em Paris. A repressão vão ser cruel e duradora sobre os imigrantes, assim como o preconceito e a discriminação contra os Muçulmanos. E sempre quem vai pagar caro por isso tudo, na maioria das vezes serão as Pessoas que nada tem haver com essa ‘guerra” toda, o lado mas fraco. Inocentes morrerão.

  71. o texto na realidade tem inumeros problemas de "fora de contexto". Além da citação sobre a lei estar errada, ela so se aplica à espaços que pertencem ao Estado francês, para garantir o laicismo do estado. Escolas catolicas, judaicas e muçulmanas existem pacificamente. O preconceito contra os muçulmanos existe, claro, mas associar Charlie Hebdo à extrema direita é simplesmente ridiculo. Eles fazem parte da cena satirica frances (com o Canard Enchainée) qui ridicularizam toda forma de poder e tentativa de obter o poder: partidos politicos, religioes, ditaduras, racismo, tudo passa pela pena desses jornais… de mau gosto, certamente, mas muito igualitario…

  72. Zuni, discordo com o seu ponto de vista. Me desencoraja ver pessoas informadas como você defender uma lógica absurda, onde o fanatismo religioso é justificado e a vítima vira o culpado. O Facismo se veste de fanatismo religioso no cristianismo e no islamismo. A sua lógica justifica as milhares de mulheres que morrem a procura do aborto no Brasil e são condenadas pelos valores ortodoxos cristãos, a mutilação sexual de mulheres islamitas Africanas, ou o assassinato de Xiitas por Sunis, ou de Cristãos por Protestantes. Em tempo, o que aconteceu na Nigéria hoje é resultado da islamofobia do ocidente tbm? (Em nome do islamismo, radicais colocaram um colete suicida numa criança de 10 anos e a mandaram para um mercado cheio de gente e detonaram o explosivo remotamente). O secularismo é a única saída. A França foi alvo, pois é o berço de ideais seculares no mundo.

  73. Gostei muito da sua análise parabéns, enfatizo nada justifica a violência e os ataques ao jornal 'Charlie Hebdo' ou qualquer parte do mundo .
    Sobre a relação opressor e oprimido ocorre um fato lamentável aqui no Brasil, quando um branco, rico, famoso etc. sofre algum tipo de violência vira comoção nacional, com passeatas, 24h na mídia, tais fatos acontecem diariamente com a população menos favorecida e fica a pergunta, quem se importa? Quero dizer que a mídia tem um poder de manipulação maior do que qualquer governo fundamentalista, ditador, corrupto, eles conseguem convencer uma vítima que ela é culpa por qualquer agressão sofrida.
    Mais respeito e tolerância por um mundo melhor !

  74. 1/3
    Bom, eu sou Francês, de formação universitaria e me defino com socialista. Sou formado em arte, historia das artes e das civilizações antigas, estudei também em ciencias sociais e antropologia cultural francesa e meu hobbi é estudar por conta propria ha mais de 20 anos a historia das religiões.
    Eu queria levantar alguns pontos que eu acho relevantes com o texto que acabei de ler que eu julgo sensacionalista e repleto de erros historicos e tecnicos.
    Você usa um discurso de Sarkozy que interpreta de forma totalmente equivocada afirmando que ele se refere aos árabes porque a França colonizou os paises do norte da Africa. O que fazer do Senegal, burkina faso, costa de marfim, Tchad, Congo, Gabon, Mali, Mauritania, Niger, Togo … (tem mais) ??. Sarkozy referia-se ao povo da Africa dita Negra, ou subsahariana e não aos povos do norte ao contrario do que afirma. Ja um argumento a menos.
    Depois fala da lei de 2004 sobre os simbolos religiosos na escola e lugares publicos, como sendo uma lei contra o Nijab. Foi contra TODOS os simbolos religiosos, e a lei esta muito explicita neste sentido. houve uma parte da comunidade que não gostou ? claro, como qualquer lei, sempre tem as pessoas infelizes. Mas a maioria dos franceses de religião muçulmana na França não reclamaram, porque ao contrario do que você pretende na sua analise, é uma fração pequena dessa população que obrigava as filhas e esposas e esconder o rosto e/ou o cabelo. A parte a mais conservadora. Segundo argumento a menos.
    Falar que a França esta liderando os movimentos xenofobos e islamofobos na Europa é uma piada de má gosto e mostra uma falta terrivel de conhecimento da situação na França. A Republica Francesa deu todos os meios juridicos e institucionais para que os povos de confessão muçulmana podessem viver a sua religião livremente. A comunidade de origem muçulmana na França esta muito bem instalada e a grande maioria esta muito bem integrada. Podemos falar da minoria que, igual a qualquer outro grupo de imigrantes, não consegue se inserir, mas ao ler o seu texto, parece que não ha nenhum muçulmano na França que se sinta bem. Primeiro, eles se reclamam da nacionalidade francesa, a França tem uma divida com eles por terem participado da reconstrução pos guerra do nosso pais e a grande maioria não tem nada a ver com as correntes as mais conservadores do islã. Usar algumas capa de revistas, e algumas manifestações na Alemanha para avançar tal ideia é falta de argumento e falta de conhecimento da realidade francesa !

  75. 2/2
    Não to dizendo que as coisas são maravilhosas, mas acho que tem que apresentar as coisas de forma ponderada e não usando somente as situações que alimentam o seu discurso.
    Você fala de "humor infantil" … mas o proprio do humor não é SER INFANTIL ? Você esquece que Charlie Hebdo usa desse humor contra o papa, a igreja catolica, todos os partidos politicos, todos os politicos, etc. Eles não tem como objetivo de bater sempre no mesmo assunto.
    Você fala da Palestina … mas Charlie Hebdo era pro Palestina … obviamente eles tinham uma posição ponderada no que diz respeito aos extremistas que compôem a paisagem politica desse povo, mas sempre fizeram a diferença entre um povo numa situação de urgencia humanitaria e alguns dos seus lideres.
    Não ha humor que não ofende… algum lugar alguem vai se sentir ofendido com a mais inocente das piadas. Mas isso é uma razão para impedir alguns de expressar uma ideia ? por mais brutal que ela seja ?
    E vamos supor que todos decidem um dia de limitar a liberdade de expressãõ, quem vai definir as regras ? você ? depois do que eu li, espero que não, vou me sentir ofendido !, eu ? você vai achar que eu sou muito liberal com esse assunto ? e ai o que fazemos ? e quem vai votar ? e quem vai controlar, fiscalizar ?
    O preço para viver num mundo livre (ou se quiser, numa ilusão de mundo livre) é a aceitação da diversidade de opinião e a aceitação que qualquer um pode dizer qualquer coisa. e se sinte-se ofendido, existem tribunais para apresentar a sua posição.
    Aqueles caras que se reclamam de Al-Qaida e que foram treinados nos campos de Al-Qaida (segunda a midia) não querem um mundo livre meu amigo. Eles querem um mundo onde quem discorde, morre ! simples assim. Não ha tolerancia nos atos deles. Eu sou Charlie porque eu defendo o meu direito de discordar e de opinar livremente sem ser ameaçado de morte, como foi o caso do Charlie Hebdo. Eles não aceitaram o terror, eles continuaram fazendo satiras sobre o islã radical de alguns psicopatas ou frustrados extremistas para ensinar a eles o primeiro fundamento da civilização occidental : liberdade de expressão. `
    é a mesma coisa que a Democracia … não é um sistema perfeito, mas hoje em dia é o melhor sistema que conhecemos para gerenciar um povo. Se os caras que não gostam das caricaturas do profeta, não gostam de ficar na França ou na Alemanha, mas então porque que eles não voltam nos proprios paises de origem ? se esta tão ruim porque não vão para uma ditadura islamica ? porque será ? ja pensou nisso ?
    Quando se fala em hipocrisia, tem que ter outros argumentos que os seus.

  76. 3/3
    Enfim, você usa a fala do professor Reginaldo Nasser para avisar indiretamente que a situação na França vai piorar, etc. Meu amigo, acorde, o que faz que a extrema direita na França e na Europa inteira esta aumentando não são os imigrantes, mas é a crise economica. é sempre engraçado de ver que os eleitores da extrema direita na Europa não são na sua grande maioria as pessoas vivendo nos bairros dificeis, são os velhos que moram em aldeias onde nem tem imigrantes, são as pessoas de pouca escolaridade desempregados e que não aceitam de ver os camaradas imigrantes (ou com cara de imigrante mas com o RG francês no bolso) trabalhando.
    se todo mundo ganhasse bem a vida, tivesse uma atividade profissional, uma ocupação, passaria menos tempo procurando culpados e mais tempo confraternizando. A crise economica é a primeira causa de racismo no mundo. No Brasil sabe-se muito bem disso … a população negra é a mais pobre e a mais rejeitada que existe. mora principalmente em favelas, nao teve acesso a uma educaçaõ de qualidade ou nem teve acesso a educação nenhuma. Eles são brasileiros, mas nem tanto quanto os outros não é ?
    Enfim, so uma palavrinha sobre o suposto aumento do espaço ideologico da extreme direita na França. ha 40 anos que eu sou francês e sempre foi assim que eu me lembre. é grande a tentação de querer achar que eles ganham espaço, mas a midia ta aumentando de forma ilusoria um fenomeno que continua minoritario. nas ultimas eleições europeia, todo mundo falou que o FN tinha feito um placar historico. Ai alguns observadores analisaram isso de perto, e chegaram a conclusão de que era mera efeito de anuncio da imprensa. a representação politica tinha de fato diminuido e em numero de votos absolutos tinham recebido menos que a eleição anterior. Tem que ter muito cuidado quando escreve um artigo desse … você caiu na armadilha dos argumentos faceis, dos erros de analise historico, da utilização de informações da imprensa (quase sempre errada) e você ta apresentando uma situação nada justa da realidade.
    Abraços
    Sébastien

  77. Olà!

    Moro na Bèlgica onde a xenefobia vem crescendo cada vez mais. Acredito que depois da França aqui seja o paìs com maior nùmero de mulçumanos imigrantes. Posso dizer que jà presenciei vàrias situações racistas e o que você fala è realmente o que acontece. Não importa a pessoa ter nascido aqui (EU), não importa estar integrado (ou tentando) e falar a lìngua perfeitamente. Se ela è "diferente" – e quando eu digo diferente eu quero dizer pele mais escura, cabelos e olhos escuros – ela è sempre discriminada.
    Sò para dar uma idèia: dia desses uma criança, amiguinha que a minha filha fez no supermercado, perguntou para a minha filha se eu era francesa e tendo a resposta negativa acrescentou "ah, pensei isso porque ela è marron".

    E um circulo : essa 2a e 3a geração nasce aqui, cresce aqui e ainda assim sofrem discriminação. Não consegue se integrar 100% porque não são aceitos como nativos e obviamente que acabam "se isolando".
    Se formos pesquisar, a maioria desses extremistas são nascidos na EU ou nos EUA e foram recrutados na adolescência. Coincidência não? Porque serà? E eles tendo nascido aqui, porque se convertem então?

    Eu tenho MUITO medo do que isso aqui està virando. E morro de pena das criancinhas mulçumanas que nasceram aqui e das que eu cuido (trabalho em creche). :'(

    Eu nunca fui Charlie.

  78. Excelente sua análise. Vivemos numa época complexa, onde o capitalismo degradante (em todos os sentidos) reina absoluto e destrói o planeta e as sociedades. Sem alternativas ao capitalismo, morreremos todos cozidos e desidratados num planeta sem vida. A reação conservadora nos países europeus não é sem motivo. Eles sabem que a ameaça existe e tentam segurar-se ao status quo e ao poder a fim de salvarem a própria pele enquanto pensam nos próximos passos. Este capitalismo degradante que sequestrou o pensamento econômico desde que este se tornou uma ciência, também usa a mídia e a liberdade como armas para atacar e acabar com qualquer contestação ao império de seus sistemas e métodos. É esta classe poderosa que controla tudo e diz o que pode e o que não pode. Temos diante de nós, (ainda que num momento dramático) uma excelente oportunidade de discutir definições, semântica. Definir precisamente o que é liberdade de expressão, para que serve e a quem serve. Definir humor. Definir censura. E definir melhor corrupção, porque a origem desta palavra está no colapso da integridade do caráter, não simplesmente no desviar de recursos. Assim, poderemos definir melhor a mídia e a corrupção que ela pratica.

  79. Excelente sua argumentação, um contraponto muito interessante. Você acrescentou o problema econômico ao conteúdo. Eu vejo a situação do mundo hoje como grave e complexa. O capitalismo degrada as sociedades e a natureza, ameaçando o planeta e a vida nele. O modo capitalista reina absoluto e sem contestações. Cria empregos precários em países pobres, pagando salários de subsistência, enquanto reduz empregos nos países ricos. Esta precarização do trabalho é universal e atinge, de um modo ou outro, gente de países ricos, mais ou menos ou pobres. E com a tecnologia "bombando" cada vez mais, esta precarização tende apenas a piorar. Além da tecnologia, também a produção cada vez mais acelerada (através de expedientes como obsolescência planejada), vai consumindo recursos vitais em escala nunca antes vista. Hoje temos diversas ameaças ambientais ao nosso redor que considero mais grave que as ameaças terroristas. A falta de água, o aquecimento e o efeito estufa, as mudanças climáticas extremas que destroem cidades e plantações, tudo isso é algo muito grave, e que as pessoas não estão vendo, não estão prestando atenção. Quando tudo ruir, será inútil falar em liberdade de opinião e pensamento. Como você mesmo diz "este é o melhor sistema", mas eu considero que este sistema já caducou, está vencido. A humanidade tem tanta inteligência, devemos por toda nossa inteligência no desenho de um novo sistema.

  80. Túlio, boa a sua argumentação. Você tocou num ponto interessante, que é a irresponsabilidade. Se a mídia tem o direito de ser irresponsável, seria justo que todos tivessem o mesmo privilégio. O problema é que a maioria das pessoas não fazem associação de conceitos. Liberdade é um conceito associado a outros dois: responsabilidade e consciência. Liberdade por si só é infantil, sem noção. Mas com responsabilidade e consciência ela se torna uma ferramenta poderosa, capaz de transformar o mundo. Ghandi sabia bem disso e fez bom uso da liberdade, assim como Mandela e outros. Os terroristas infelizmente não fazem esta associação, porque de início eles são contra a liberdade. O que será então que eles pensam sobre responsabilidade e consciência??

  81. Said, obrigado pela sua resposta, mas eu me referia a "democracia" como melhor modelo que temos hoje. o Capitalismo Ultra liberal não é o melhor modelo na minha opinião e nunca será. Eu sou um adepta do decrescimento economico, então bem longe do capitalismo.

  82. Caro Zuni,

    O Islã é tão instrumentalizado e aparelhado que está quase perdendo sua essência de religião. O problema do fundamentalismo, extremismo e fanatismo está nos séculos XVIII e XIX quando o salafismo e wahabismo o lançaram para trás, ao invés de lança-lo para frente. Ao invés de reformar e preparar o Islã para uma nova era que se delineava, separando religião de estado como fizerem os europeus em relação ao Cristianismo, fizeram o contrário, voltaram-se a um passado não mais existente, em outro mundo, totalmente modificado. Cronologicamente, estão parados no tempo a três séculos, mas o atraso provocado por isso é imensurável. A Arábia Saudita foi e continua sendo a grande fomentadora desta doutrina, que de quebra não admite qualquer liberdade de opinião ou pensamento. Quando digo que a religião é instrumentalizada é porque a grande maioria destes 1.7 bilhões a que você se refere vivem na ignorância, alvo de manipulações e violência. O wahabismo é tão atrasado que jamais admitirá entre seus seguidores qualquer tipo de liberdade ou contestação. Quando vejo os acontecimentos recentes, desde a primeira guerra do golfo em 91, vejo que os secularistas (como Nasser, Saddam, Ghadaffi e Assad) perderam para os wahabistas, e fico desanimado. Enquanto houver wahabismo não haverá paz.

  83. Concordo com você Paul, mas também concordo com a opinião do Zuni. Também sou secularista e acho que o Islã como religião está condenado a morte. Morrerá junto com o wahabismo, que é o câncer que o consome. O problema envolve muitas variáveis, além da liberdade de opinião e pensamento.

  84. Já que a culpa está para Charile Hebdo assim como a culpa do estupro está para a vítima (não sei qual planeta é esse em que o islamismo virou sinônimo de tolerância e respeito à liberdade, sobretudo das mulheres), mas gostaria que o autor citasse uma nação islâmica que fosse exemplo de tais valores. Uma nação islâmica em que não exista repressão, chibatadas, autoritarismo, estupros merecidos e corretivos e respeito à liberdade de credo.
    Porque, preconceito ou não, não consigo lembrar de uma única região no planeta de maioria muçulmana que seja assim.
    E me perdoem se pareço agressiva, mas me irrita bastante esse coitadismo aplicado aos muçulmanos.

  85. Olá,
    sinto muito que você tenha tirado essas conclusões desse texto. Acredito que você poderia relê-lo com um pouco mais de atenção pra ver que, na realidade, nenhum dos pontos que te chatearam nele está de fato nele, e que todos os pontos que você questiona estão bastante claros no corpo do texto.
    Abraços

  86. Oi, tudo bem?
    Complicado dizer que as oprimidas não se dão conta disso, né? Porque dizer isso implica que você é capaz de perceber uma opressão que apenas viu de longe, e que mulheres que vivem nesse sistema são tão subjulgadas que não são capazes de pensar sobre a própria condição. Isso é estranho, uma vez que as mulheres árabes vão pra escola, vão pra a faculdade, lêem livros, tanto quanto eu e você.
    É louvável e bonito que você se preocupe com o véu, mas seria mais louvável e bonito que se preocupasse em ler o que escrevem as mulheres islâmicas sobre a sua própria condição. É fácil, digite "islamic feminism" no google e diversos livros e artigos em pdf estarão disponíveis. Garanto que você encontrará textos de muçulmanas brilhantes falando sobre a questão do véu e todos os outros problemas que nós não nos damos conta. Algumas combaterão o uso do véu, como as turcas kemalitas, e outras defenderão o direito ao seu uso como identidade e liberdade religiosa.

    Se eu puder lhe ser útil em algo, estou a disposição
    Abraços

  87. Oi, Paul, como vai você?
    Eu sinto muito que você tenha feito essa leitura do meu texto, mas tenho que discordar de voc~e. Em momento algum eu defendo o fanatismo religioso. Do começo ao fim eu o condeno. O tema do meu texto não é o fanatismo religioso, e sim as consequencias de um fanatismo secular chamado nacionalisto, que via de regra se respalda em xenofobia.O facismo se reveste muito mais de fanatismo nacionalista do que de fanatismo religioso. A maioria das políticas de opressão que você cita são, na realidade, intenções políticas que se fazem valer através de discurso reigioso, porque o discurso religioso tem apelo popular.

    A minha lógica não justifica, de maneira nenhuma, nada do que você citou, porque o meu texto não defende o islamismo político, e muito menos os extremismos. Acredito que você faria bom proveito de uma releitura mais atenta ao que escrevi.

    Em tempo, a mutilação clitoriana no Egito é um problema gravíssimo, bem como na Etópia e Eritréa, dois países cristãos. Curiosamente, ela não ocorre na Arabia Saudita, no Líbano ou na Síria. Isso acontece porque esse não é um costume islâmico, e sim do norte da África, iniciado na região do delta do nilo. Há relatos de Heródoto sobre a prática, alguns seculos antes da existência do Islã. É uma prática abominável, e que deve ser combatida, mas seria bom que as pessoas soubessem quem culpar.

    A França não foi alvo porque é o berço do secularismo, isso é acreditar que o objetivo dos ataques é simplesmente "destruir os valores ocidentais". Um jornal da França foi atacado, e isso pode ter várias razões. Pode ter sido um ataque contra a revista motivado pelo aumento gradual da islamofobia na frança (o que não justifica o ataque,m, continua sendo um crime horrivel); pode ter sido em resposta às politicas intervencionistas da França no Oriente Médio (o que ainda não torna o ataque algo bonito); e pode ser que a Al Qaeda queira tensionar mais o atrito entre a maioria da população francesa e as comunidades islãmicas, de modo a fazer com que mais jovens muçulmanos desesperados e enraivecidos se juntem ás fileiras de grupos extremistas. Ainda é possivel que seja uma operação de false flag, dirigida por grupos de extrema direita que se beneficiariam muito de um endurecimento das politicas de imigração, possivelmente forçando um crescimento de popularidade de Marine Le Pen.

    Acima de tudo, é bastante complicado você dizer que a secularização é a solução definitiva. Eu sou ateu, e minha forma de pensar é totalmente secular. Ainda assim, não posso dizer que todas as pessoas religiosas do mundo estão erradas, são mais burras ou cegas do que eu, porque isso seria um pensamento bastante arrogante e colonizador. Acredito que as pessoas religiosas podem encontrar o ponto que combine sua fé com uma sociedade igualitária, e isso vem acontecendo através dos diversos reformismos religiosos ao longo da história.

    Abraço

  88. Oi, Isabele

    Primeiro, gostaria de te dizer que eu não justifiquei os ataques, e nem disse que o islã é apenas flores, mas falei sobre preconceito contra as comunidades muçulmanas da UE, e isso bastante real, cmo você pode constatar facilmente em matérias que falem sobre o aumento da islamofobia na europa, ou no relatório cujo link disponibilizei no fim do texto.

    Sobre direitos das mulheres, a situação de cada nação muçulmana é bastante diferente. recomendo que você veja, por exemplo, a Turquia. E existe, sim, muita opressão às mulheres em países islâmicos, e jamais neguei isso, como também não nego o nível altíssimo de violência doméstica, estupros e femicídios no brasil, proporcionalmente maior do que de boa parte dos países muçulmanos.
    Não peça perdão pela sua irritação, pois ela tem um fundo muito louvável, que é a sua preocupação com a situação das mulheres muçulmanas. O que eu te recomendo pra que a sua indignação tome uma forma mais consistente é que leia o que mulheres muçulmanas falam sobre elas mesmas. Uma boa autora pra começar é Margot Badran. Também há um bom documentario sobre o uso do véu, falado em português, chamado "Nem sempre me vesti assim", disponível no youtube.

    Se eu puder lhe ser útil em algo,estou aqui

    Grande abraço

  89. Mal tenho palavras para expressar o quanto/quão/como esse texto é incrível, em diversos aspectos.
    Plínio Zúnica, você expõe questões centrais, como a relevância dos CONTEXTOS (jamais sinônimo de deslegitimação de qualquer grupo oprimido) nos discursos de senso comum "é só uma piada", bem como a LEGITIMIDADE ÚNICA e INTRANSFERÍVEL, do grupo atingido por tal tipo de "humor", para falar sobre suas consequências. Convida-nos a problematizar e refletir sobre "liberdade de expressão" (curiosamente invertida e tornada "liberdade de opressão"), laicidade do Estado, e concepção de "humor" (indico o documentário "O Riso Dos Outros", Pedro Arantes, Brasil/2012). Tudo em contexto, com exemplos claros, fatos – muitos que eu desconhecia, aliás. Além disso, conjuga uma lógica analítica lúcida e perspicaz com uma linguagem textual fluida, cristalina. Parabéns (e obrigada) pelo magnífico artigo.
    PS.: "(…) e ainda posar de Voltaire do Facebook". Além de tudo, espirituoso!
    PS.II: sacanagem, este comentário foi apagado no "www.brasil247.com" (via facebook), então vim até aqui me manifestar 🙂

  90. eu me permito copiar / colar uma respota de ZUNI aqui assim como a minha resposta.
    ZUNI
    Sebastien, agradeço sua critica, mas infelizmente ela é péssima. Eu te recomendo, em primeiro lugar, já que você gosta de estudar religiões, a conhecer um pouco do que essas pessoas escrevem sobre suas religiões, ou conhecer algumas dessas pessoas, pra entender que o hijab não é uma imposição dos maridos e pais pra grande parte das mulheres, e sim, uma escolha pessoa. Além disso, te recomendo a estudar sobre a situação dos imigrantes e muçulmanos e franceses descendentes de muçulmanos, cuja população representa apenas 6¢ da frança, pra entender que a situação de islamofobia e marginalização é muito real. te recomendo os relatorios do Observatório de Xenofobia e Racismo da Europa, que traça um perfil muito detalhado da situação dos muçulmanos europeus, deixando muito claro que a França é o país mais islamofóbico da Europa. Também seria bom conhecer um pouco sobre a violenta história da colonização francesa nesses países, que te ajudará a entender um pouco do que falamos.

    Sobre a lei, te convido a ler o que já escrei sobre isso em resposta nos comentários deste site. A lei tem um público e um objetivo muito claros, e é preciso bastante ingenuidade pra enxergá-la como proporcional.

    A maior parte dos seus questionamentos pode ser respondida com uma leitura mais atenta e menos passional do meu texto. Não vou me delongar em rebater todos os seus pontos, como a sua implicação de que no humor necessariamente é ser infantil, porque acredito que basta que você repense-os hinestamente pra ver onde pecam. Do contrário, eu realmente não acredito que vá valer a pena tentar mudar a sua opinião.

  91. 2/2
    Eu sinto muito que você tenha se sentido tão atacado pelo meu texto, e espero que pelo menos alguma reflexão possa ter sido tirada dele. Afinal, pelo currículo impressionante que você fez questão de esboçar na abertura do seu comentário, você necessariamente deve ser uma pessoa bastante aberta a refletir sobre novos pontos de vista. Se não, tudo bem, você pode continuar não aceitando criticas ao país que adotou e imaginando que tudo pode ser relativizado e justificado.

  92. 3/3
    SEBASTIEN RESPONDENDO
    Sébastien Acacia · Ecole des Beaux-Arts de Besançon
    Zuni Plínio Obrigado Zuni pela sua resposta.
    Primeiro quero te dizer que estou aberto ao debate de ideias, do momento que esta baseado em fatos e não em achismo.
    Segundo, eu sou Francês, moro no brasil ha 10 anos, mas passei 30 anos na França. Então não sei se entendi bem a sua ultima frase sobre o pais que adotou ? nao adotei a França … enfim, não é muito relevante.
    Entrando no assunto, você não responda ao uso errado do discurso do Sarkozy que falava da africa negra e não aos paises árabes. e isso não é irrelevante, porque você usa isso para defender a sua posição. é um erro de interpretação pessimo na minha opinião e não ajuda a credibilidade do seu artigo.
    Voltando pro assunto da lei de 2004. Eu morava na França durante os 4 ou 5 anos de debate antes que essa lei seja ratificada. E você ?
    Eu participei de debates locais, eu assisti inumeros debates na TV de politicos, cidadões, filosofos, sociologos, etc., assisti parte dos debates na TV do senado e eu tive inumeras conversars e debates com meus numerosos amigos de confessão islamica na França (eu tenho muitos).
    Se o ponto de partida foi principalmente o Hijab, pois ele é bem mais obvio que uma cruzinha dentro de uma camiseta, em 4 anos de debates todos chegaram na conclusão que todos os simbolos religiosos deviam ser banidos dos lugares publicos (escola em particular). Ou seja, o debate teve o tempo da maturidade, e o que vale, o que representa a substancia do pensamento politico e geral na França é o teor da lei que fala de TODOS os signos religiosos.
    Vale explicar que as pessoas que se sentiram as mais ofendidas foram as pessoas que praticavam um islã mais conservador. E posso te dizer que nessas familias mais conservadoras, o contrario do que você esta falando, as mulheres não tinham muita opção. Quantos artigos eu li de meninas que agradeceram por poder evitar de carregar o peso de um hijab obrigado pelos pais… você fala que por GRANDE PARTE das mulheres á uma escolha, mas o que permite você de afirmar tal coisa, quando para 20 testemunhas de mulheres e filhas felizes de poder se livrar do Hijab tinha dificilmente 1 testemunha contraria a lei vindo de mulheres ? Provavelmente que as esposas mais tradicionais não se importavam muito com o assunto, mas as filhas de 12, 14, 16 anos, te garanto que era tudo menos uma escolha. So para você ter uma ideia sobre essa suposta liberdade das mulheres nas comunidades islamicas na França, um observatorio composto por mulheres fez a estimativas de que teria cerca de 70.000 jovens confrontadas com o casamento arrajando, 30.000 forçadas a fazer excisão do clitori. Então por favor, não vem com esse papo de escolha. E é muito conveniente para um homem julgar o que acontece na mente de uma jovem mulher que, aparentemente não vê problema nenhum em vestir o Hijab, mas que esta somente acostumada a CALAR A BOCA para não apanhar do pai, do irmão ou da mae. Os casos de adolescentes queimadas pelos irmões com gazolina na França por não querer seguir os preceptos do islã são espantosos meu amigo. Mas isso não você não quer olhar … é mais facil dizer que a GRANDE parte escolha.

  93. 4/4Então, quando você me recomendo estudar mais o assunto, eu so posso rir… eu que andava atras de mulheres cobertas da cabeça aos pés com um unico buraco no olho para poder ver e andando 7 metros atras dos maridos, quando eu voltava para minha casa na periferia de Paris. Pois é meu amigo, eu vivi isso todo dia ! você não !
    Mas eles são uma minoria, esses praticantes conservadores, e ainda bem. a GRANDE maioria são antes de tudo CIDADOES franceses, e deixaram de lado essas praticas de uma outra idade.
    Obrigado por me convidar a descobrir a longa e violenta historia da colonização francesa … é verdade que sempre da para saber mais. Mas, se isso vale alguma coisa, na França faz parte do programa escolar comum e são assuntos que eu conheço muito bem. Eu não me orgulho e não sinto vergonha em relação a colonização, pois são fatos relegados a historia, mesmo se ainda tem impactos obvios na consciencia coletiva moderna.
    Você pode não concordar com a minha colocação de que o humor é algo infantil, e você tem o direito de ter a sua visão a respeito. Como eu expliquei, o humor é algo muito relativo e não ha como analisar todos os possiveis efeitos sobre todas as pessoas do mundo antes de publicar ou comunicar algum tipo de humor, senão nao se faz mais nada. Mas algo eu sei, não vou prohibir ninguem de usar a satira porque eu acho que não é legal. Posso até me sentir ofendido, mas eu acho que seria ainda mais ofensivo me opor a liberdade de expressão. Pode trocar a palavra INFANTIL pela palavra IRREVERENTE, ou outra. Eu não estou aqui para negociar uma palavra especificamente, mas para apresentar ideias mais amplas e tenho certeza de que você entendeu o sentido atras da palavra.
    De fato tudo é relativo no nosso mundo, mas algo não e relativo : matar, assassinar. Isso não é relativo, e não ha nada que justifica o que aconteceu nem de perto, nem de longe.
    Eu estou super aberto a refletir sobre novos pontos de visto, mas lamento dizer que o seu ponto de visto não é nada novo, alias, o eu também não … replicamos ideias o tempo tudo, adaptamos certas, fazemos malabarismo com conceitos e palavras, mas dificilmente irei achar as suas ideias novas. Viver é, por definição estar disposto a negociar com tudo e qualquer tipo de ideia, e por causa disso, é ilusorio querer proibir certas a favor de outras … a liberdade de expressão não é negociavel, e os caras do Charlie Hebdo sabiam muito bem disso e morreram por defender esse direito, esse mesmo direito que você e eu podemos exercer aqui neste blog sem arriscar de ser mortos pelas nossas ideias.

  94. 5/5
    Mais uma vez, os argumentos que você usa no seu artigo não servem o seu discurso porque, ou são errados, ou são parciais e não ponderados. E é com uma certa autoridade, por ser francês morando no brasil (ou seja, tendo um certo recuo quanto ao meu proprio pais) que eu posso te dizer que o seu artigo não é ponderado, naõ reflete de forma juste a realidade. Enfim, o observatorio de xenofobia tem como proposito de analisar a situação de racismos na Europa, e nada mais normal que eles alertarem sobre a situação. Mas vou te contar uma coisa, eu tenho um filho autista. Por causa disso iremos voltar pra França porque não ha condição de pagar um tratamento para ele no Brasil e nem ha tratamento adequado para ele aqui. Ai, eu to ha meses ligando pra muitas pessoas na França para saber qual é a situação la, para ter uma ideia do que poderemos obter la. Todo mundo reclamou da situação, todo mundo me falou : fique no brasil aqui a situação ta ruim, a France acabou de ser condenada por nao dar assistencia as crianças autistas durante a escolaridade, etc. mas estudando bem as estruturas, as ajudas do governo que teremos, as opçoes que teremos, eu posso te dizer que é 1000 vezes melhor que no brasil. Onde eu quero chegar com isso ? é que mesmo quando uma situação é boa, mesmo quando tem tudo para ficar satisfeitos, nunca é suficiente, as pessoas sempre querem melhorar as coisas. é a mesma coisa com o observatorio de xenofobio, eles estao partindo de uma tabela de analise bem melhor do que podemos imaginar, e necessariamente eles vao dizer que a situação ta pessima … porque é o trabalho deles. O que eu vivi na França, com boa parte dos meus amigos árabes, não reflete a gravidade da situação que você esta comunicando no seu artigo. Se isso vale alguma coisa … é a minha opinião. Abs

  95. Oi,Thata. Fico feliz que vc tenha gostado.
    E que estranho que esse comentário tenha sido apagado no Brasil 247. Acho que deve ter sido algum problema na ferramenta de publicação, porque tem todos os tipos de comentários lá, desde os mais racistas e desinformados até elogios e análises bonitas como a sua.
    Em todo caso, fico muito satisfeito e agradecido que você tenha feito questão de vir aqui pra postar seu comentário.

    Abraços!

  96. Geralmente, não costumo dar ibope para os idiotas de plantão da Internet, mas o seu discurso é tão estúpido, mal articulado, suas idéias mais parece um vômito ou uma diarréia. Tenho certeza que você é um epilético e que deveria tomar altas doses de Gardenal para equilibrar a sua mente. A sua verborragia vazia e desconexa demonstra claramente a sua pobreza intelectual. Mas, como de costume, os idiotas histriônico como você, têm seguidores, afinal, os animais se agrupam conforme a espécie, não é mesmo?
    Acho que já que você gosta de escrever, te recomendo se candidatar a apontador do jogo do bicho. Quem sabe você poderá ser mais útil.

  97. Oi, João Marcio, tudo bem com você? Por que tanta raiva?
    Eu sinto muito que você tenha achado meu texto tão ruim, e que ache coisas tão feias de mim e das pessoas que escreveram nos comentários deste blog. Deve ser muito desagradável pra você que tantas pessoas e discursos lhe sejam tão ofensivos. Não posso imaginar quão duro deve ser o fardo que você carrega por estar cercado de opiniões e pessoas que lhe causem tanta repulsa. Eu não conseguiria viver com tanta frustração acumulada, então lhe parabenizo pela persistencia e coragem em ter lido meu texto, que é tão longo, e ainda ter tido forças para escrever tantas palavras difíceis.

    Tenho que lhe dizer que minha pobreza intelectual não me permitiu perceber bem quais pontos te incomodaram no meu texto, uma vez que você apenas enfileirou palavras como "vômito", "diarréia", "estúpido", "histrionico", gardenal" e "epilético". Quando eu era um pré-adolescente (imagino que você esteja nesta fase peculiar entre o despertar da puberdade e os primeiros goles de cerveja, não?) tinha o costume de escrever assim e achar que estava fazendo críticas também, mas depois comecei a articular idéias para me comunicar, fosse pra defender ou atacar um ponto de vista. Não se preocupe, com o tempo você também chegará lá. Sendo assim, você pode ser mais claro com este futuro apontador de jogo do bicho (agradeço pelo aconselhamento vocacional) sobre o que te causou tamanho desgosto?

    Muito agradecido pela sua crítica tão espirituosa

    Abraços!

  98. Li alguns comentários com observações sobre a Lei contra o uso do véu, pretendo investigar isso mais a fundo mas estou de acordo. Essas criticas contra o Islamismo na França apenas perpetua o preconceito contra essa minoria que vive no país. Bom texto.

  99. Li alguns comentários com observações sobre a Lei contra o uso do véu, pretendo investigar isso mais a fundo mas estou de acordo. Essas criticas contra o Islamismo na França apenas perpetua o preconceito contra essa minoria que vive no país. Bom texto.

  100. Na verdade, sequer acredito que a ação tenha realmente sido praticada pelos muçulmanos. Quem se beneficia disso se a França tinha acabado de reconhecer o Estado Palestino e tento votado contra as sanções a Rússia?

  101. Olá Zuni. Tenho tentado ler muitas opiniões sobre o sucedido, aprecio quem se dedicou a pensar sobre o assunto e a escrever, e agradeço tais contributos pois não me considero supremamente informada sobre a maioria dos assuntos. Até ao momento, e sempre que estes atentados acontecem, – EUA, UK, Madrid – eu fico consternada e perplexa dias a fio, lamentando que as nossas culturas não consigam coexistir pacificamente, já que, essencialmente, acho que a diversidade cultural é das riquezas maiores que a humanidade tem. Olhe, eu sou Charlie, mesmo depois de ler tudo o que escreveu. Compreendo o seu ponto de vista, mas eu acho mesmo que cartoonistas não podem ter freio. Eu fiz alguns cartoons em minha juventude, e, sério, por vezes arriscava ligeiramente a minha sorte, nada de muito grave, no entanto, graças a isso eu sei que não posso deixar de ser Charlie. Sei que não sou irresponsável pois arrisco sanções. A outra parte pode sempre vir sobre mim e mandar-me calar, exigir compensações pelos danos, reparar a face. O que para si é zombar eu chamo desmascarar os vícios e os podres de qualquer objecto. Pessoalmente, zombo, como cartoonista, desmascaro, ponho a descoberto contradições, hipocrisias, falácias, etc.Também acho que a nossa interpretação dos cartoons depende da nossa formação e do nosso carácter. Se somos racistas- ou qualquer outra coisa- vamos vê-los sobretudo dessa forma, se não somos, vemos neles até uma faceta reformista.Com isto não quero dizer que não existam cartoons que são puro deboche. O excesso faz parte da sátira. Se a sátira fosse bem educada, refinada, inócua, limpa, correcta, não seria sátira.O humor está cheio de desenhos repugnantes. Eu vivo em Portugal. Conhece a louça das Caldas da Rainha? Sabe o que está dentro de uma vulgar caneca de louça? Fezes! (Fezes de louça, entenda-se!)Verdade! Eu sei que isto é um exemplo tranquilo. Talvez conheça Bordallo Pinheiro, ceramista, ilustrador, caricaturista…ele fez trabalho para jornais brasileiros.(Séc.XIX), era considerado de mau gosto. Eu sou Charlie, mas quando digo isto não significa que não ache mau gosto ou ultraje nos cartoons ou que não entenda a situação dos muçulmanos em França e no mundo, ou que defenda que o cristão atura gozo e dá a face e que, logo, também quero idêntico comportamento do muçulmano.

  102. (Desculpe isto ser longo!!
    Eu entendo que eles têm o seu código próprio, mas também entendo que a lei francesa confere liberdade aos artistas para criarem como quiserem as suas obras, sujeitando-se às consequências dos seus actos. Há tempos vi um video no Youtube onde, não sei se filmado em França se no Reino Unido, muçulmanos se manifestavam na rua, de forma vigorosa e ostensiva, contra o país onde viviam. Gostei disso? Não. Vou pegar numa arma e matar os manifestantes? Isso é liberdade de expressão. Eu tenho formação legal, gosto de Justiça, e ainda por cima não tenho fé e por isso todas estas questões do sagrado me deixam chocada. Matar em nome de uma qualquer entidade sobrenatural para mim é aberrante! (E, ok, estou a par do contexto) Mas, talvez, porque não?!!Afinal é um motivo tão bom como qualquer outro, por exemplo, rapinar recursos de países pobres para montar cadeias de hamburgueres gordurosos pelo planeta inteiro e engordar as pessoas até à doença!! Eu nunca, mas nunca digo que os países muçulmanos são atrasados. Basta conhecer um pouco da sua cultura para ver que não são. Lamento a sua destruição, lamento não poder viajar livremente nesses territórios sem estar sujeita a represálias só porque sou ocidental. Se eles matam pelo profeta, nós também já matámos pelo deus da cruz. Para mim todas as religiões têm atrelado a si um histórico de morte, não obrigado, dispenso. Portanto, Zuni, o que eu quero dizer é que, ora bem, o riso é bobo. Vocês aí no Brasil fazem piadas a gozar connosco a toda a hora, muito possivelmente tem a ver com o facto da colonização do Brasil. Vamos matar cada um de vós? Vamos proibir a graçola em nome da nossa identidade nacional, dos nossos valores pátrios ou do quê? Uma vez uma paquistanesa disse-me que o mundo ocidental tratava as mulheres como prostitutas e que eu não tinha nada que estar a insurgir-me contra o machismo vigente na sociedade dela. Olhe, eu enfiei a carapuça. Porque até é verdade e a maioria de nós nem dá conta da forma como, por exemplo, a publicidade trata a mulher. E quando damos, estamos formatados de tal ordem, que achamos aceitável. Ou seja, os sinais que estamos a enviar talvez não sejam os melhores. Mas a nossa sociedade imperfeita consegue, ainda assim, ser melhor, nisso eu acredito. Na Arábia Saudita um bloguista que escreveu o que não devia acaba de ser condenado a 10 anos de prisão, creio, e a 600 ou 1000 chicotadas na praça pública. As mulheres não podem conduzir uma viatura!! O Boko Harem não pára de massacrar na Nigéria, mulheres, crianças, vai tudo à frente. Eu sou Charlie por eles também. Receio bem que este slogan sirva para englobar muita coisa, os atropelos à liberdade de expressão, mas também aos direitos humanos, cometidos pelos dois lados, pois, este massacre vai buscar a sua razão aos dois lados, há uma causa próxima e depois causas subjacentes. Mas também concordo que muita gente estará a utilizar o slogan de forma irreflectida. Pelo menos o Zuni, pesquisou, pensou e tomou a sua posição. Era o que todos devíamos fazer.

  103. Que tal o autor fazer um texto que critique leis em países de maioria islâmicas que condenam a prática homossexual? (sim, sou homossexual). Ou ainda falar que o ateísmo é proibido em treze países (todos, de maioria islâmica)? Para os sauditas, ateísmo é equiparado ao terrorismo (olha só quem fala né). A apostasia (abandono da fé islâmica) é proibida pela Sharia e pessoas ex-muçulmanas que se tornam irreligiosas ou convertem-se a outra crença são vítimas de perseguições e mortes. Não preciso falar do preconceito e estigma social a que são expostos minorias religiosas como drusos, yazidis, cristãos, ahmadis e outros grupos (os ateus e céticos já foram citados). Me desculpe, mas os muçulmanos são opressores sim. Um homem, mesmo que seja miserável, e que bate na sua esposa, não deixa de ser opressor e machista pela sua condição social.

    Sugiro que leia o livro “Minha Briga Com o Islã”, da escritora muçulmana Irshad Manji. Ela nasceu em Uganda, mas é de origem paquistanesa e egípcia e fugiu para o Canadá com sua família. E também é lésbica e feminista. Ela questiona muitas coisas e, um dos seus questionamentos é: “Até quando nós, muçulmanos e muçulmanas, somos responsáveis pelo estado em que nos encontramos? Até que ponto nós alimentos essas visões?” Não preciso nem dizer que para o muçulmano “comum” ela é uma agente do Mossad infiltrada em mesquitas. Ela é diretora do vídeo Fé Sem Medo. https://www.youtube.com/watch?v=ui50etcyGXg

    http://www.paulopes.com.br/2015/01/ateismo-mundial-se-expande-mas-perseguicao-se-mantem.html#ixzz3OWBZflCo

  104. A piada, a gozação, a chacota, a humilhação, o escárnio são engraçados quando o alvo é o outro. Esse jornal humilhou, diminuiu, menosprezou, incitou o ódio racial a discriminação e o preconceito contra o povo muçulmano. Eles fizeram isso contra os católicos e judeus que não tomaram nenhuma atitude e foram pras suas igrejas e sinagogas rezar. Desenharam, Deus, Jesus e o Espirito Santo fazendo suruba. Eu que não tenho religião, fiquei chateado. Algumas comunidades islâmicas já haviam entrado na justiça contra o jornal e não obtiveram sucesso. A justiça francesa deu ganho de causa para a "elite branca" do jornal. Não sou a favor da violência mas esses jornalistas estavam publicando muita baixaria. Desenhar Maomé de bunda pra cima é demais pra qualquer muçulmano. É fazer terrorismo usando a caneta. O Cristianismo ensina que Jesus morreu por todos, o Islamismo ensina que se deve morrer por Alah e Maomé. Recentemente tivemos aquele caso do menino gordinho, americano, que era vitima de bullying e reagiu jogando o agressor de cara no chão e quebrando a sua perna. Todo mundo aplaudiu o menino que virou herói americano. Depois de sofrer agressões por muito tempo e tentar sem sucesso uma trégua, os muçulmanos partiram para a violência jogando o agressor de cara no chão.

  105. Todo jornalista morto ou calado pelo terrorismo é um observador a menos da condição humana. Ou o autor defende a democracia ou não. Para a democracia não existe meio termo. Não há meia democracia. Ou é ou não é. Pela democracia, pela liberdade. Je Suis Charlie.

  106. Eu tenho que reagir, o comentário desse cara é chocante e deveria ser sensurado. Alguém que não conhece o contexto da França e que faz paralelos da solidariedade mundial sobre essa tragédia com o resto das religiões e povos oprimidos no mundo, não tem o direito de escrever em um blog.
    O CHARLIE HEBDO é um jornal satírico que faz caricaturas inteligentes, engraçadas e chocantes DE TODAS AS RELIGIÕES ET DE TODOS OS FATOS ATUAIS COMO EXISTEM VÁRIOS NO BRASIL E NO MUNDO.
    O slogan "JE SUIS CHARLIE" nasceu de uma forma brilhante, do fato que os terroristas entrarem na sala onde os 12 jornalistas estavam reunidos, antes de começar o carnagem perguntou: QUI EST CHARLIE? Querendo se referir a Charb, o diretor que foi morto logo em seguida, sem defesa. A realidade é que ninguém se chamava diretamente Charlie eles todos eram Charlie e agora nós todos somos Charlie.
    A França tem tudo menos um problema com a religião muçulmana. Depois de mais de dez anos de vida na França eu não conheço um país mais tolerante, mesmo o Brasil deve aprender dessa tolerância.

  107. Já são muitos os que questionam a versão oficial dos fatos. A mim não convence de jeito nenhum. Estava tudo pronto e fácil demais… Esse grupos islâmicos nunca se revelam na ação, soltam um comunicado após assumindo a autoria. Acho que o terrorismo só vai acabar se um dia a CIA, Mossad e a agências francesas e inglesas acabarem, se não, nem esperem por paz porque não teremos. Percebe-se muito claramente uma campanha de demonização dos muçulmanos, mas a mídia mundial nunca mostra o que o ocidente faz com os povos muçulmanos.

  108. Zuni, sim há um forte antisemitismo na França, mas iria mais longe há um forte antireligiosidade. Claro que o anticaolicismo não é tão forte como o anti-islamismo ou antisemitismo. Mas a ideia em geral, principalmente na esquerda francesa, é que qualquer um muito religioso não detém as capacidades de própria reflexão.Te convido a ler a entrevista de Michael Löwy que saiu hoje no Estado de São Paulo. Ele é franco-brasileiro e consegue mostrar bem o que é o Charlie Hebdo, e no fim ele fala rapidamente da obsessão francesa com a religião, ou contra a religião. Para ser ter uma ideia, gerou uma discussão enorme na França, o fato de o presidente ter recebido um condecoração histórica do papa. No Brasil, laico, ninguém teria tomado conhecimento. Porém, concordo que a proibição do véu e quipá é paradoxal na ideia francesa, se a ideia é permitir lugares públicos de ensino igualitários, o que sempre questiono os Franceses é por que vocês colocam árvore de Natal em algumas escolas públicas? Por que vocês seguem feriados religiosos? Enfim, eu entendo a ideia francesa por trás dos sinais religiosos (muito especifico deles), mas existe outras coisas a proibir antes.

  109. Eu entendo, mas não necessariamente concordo.(sobre minha última frase).
    Outro ponto que vejo milhares de pessoas falando e que pouquíssimos têm conhecimento é o humor francês. Charges como o Charlie Hebdo são altamente comum na cultura francesa desde e a Revolução Francesa, os cartunistas do Charlie publicam livros que são vendidos em todas as livrarias francesas, você encontra na Virgin da Champs Elysées. A sátira, escrachada, chula é muito do humor francês, com o direito de satirizar Gregos e Troianos, para eles é inconcebível poder tirar sarro de um católico e não poder no mesmo nível de um judeu.E isto vai além das charges, está no teatro, o que me fez quase sair de uma peça uma vez.

  110. O ato não foi muçulmano, o ato foi terrorista, dos islamitas extremos, que estão terrorizando o mundo inteiro. Por favor considerem a diferença entre an religião muçulmana e o islamismo extremo!

  111. Todos esses detalhes do teu comentário já são do conhecimento de todos. Acho que o questionável é até onde a liberdade de imprensa tem o direito de tripudiar de religião e de etnias. Qual é o limite entre a liberdade de expressão e a falta de respeito? Sabemos que os mortos eram do partido comunista e eles discriminam todas as religiões, é certo. Mas existe uma tendencia a demonizar muito mais o islã. Vejo isso como a demonização dos judeus por Hitler. Georgia, o mundo precisa é de paz! Acho também muito interessante a imprensa mundial dar tão pouca cobertura as atrocidades que são cometidas no países árabes. Tá tudo muito manipulado. Na verdade não acredito que esse atentado tenha sido executado por muçulmanos, tudo aparece muito armado, eles jamais declarariam a que grupo pertenciam, nunca é assim que acontece. Depois do ato praticado, em nota, assumem a autoria. Por que foram mortos? Mortos não falam! Deixar documentos dentro do carro, é primário demais… Acredito que a ação tenha sido armada e praticada por quem se beneficiou com ela, e com certeza, não foram os muçulmanos. Vamos lutar pela paz!

  112. Não eram meras charges, não eram provocações, existe o motivo, abaixo, as palavras da equipe do jornal:
    "Lutamos contra todas as religiões a partir do momento em que elas abandonam o âmbito privado para se ocupar da política e da opinião pública." Enfim, todo totalitarismo precisa ser combatido, E as bancadas no Brasil só crescem com o aval da vista grossa, da intocabilidade religiosa, mas pera lá, Então ao segurar um livro sagrado para alguns, há permissão para tudo? Os Felicianos dizem que os africanos são amaldiçoados, justificando estar no texto sagrado, sobre homossexuais temos uma enxurrada de exemplos e sobre as mulheres, foi dito que trabalhar fora desestabiliza a familia, enfatizando que elas devem continuar submissas. Percebem que tais discursos incitam o ódio certo? Precisamos de Charlie Hebdo no país, pois aqui se corre solto sem muitas críticas.

  113. Não eram meras charges, não eram provocações, existe o motivo, abaixo, as palavras da equipe do jornal:
    "Lutamos contra todas as religiões a partir do momento em que elas abandonam o âmbito privado para se ocupar da política e da opinião pública." Enfim, todo totalitarismo precisa ser combatido, E as bancadas no Brasil só crescem com o aval da vista grossa, da intocabilidade religiosa, mas pera lá, Então ao segurar um livro sagrado para alguns, há permissão para tudo? Os Felicianos dizem que os africanos são amaldiçoados, justificando estar no texto sagrado, sobre homossexuais temos uma enxurrada de exemplos e sobre as mulheres, foi dito que trabalhar fora desestabiliza a familia, enfatizando que elas devem continuar submissas. Percebem que tais discursos incitam o ódio certo? Precisamos de Charlie Hebdo no país, pois aqui se corre solto sem muitas críticas.

  114. Os árabes originais são negros, e o termo "Àfrica sub-saariana" é usado para dizer que os "africanos" do norte da África sempre foram brancos. Os africanos verdadeiros ("negros") habitaram toda a África e todas as partes do mundo (e isso não tem nada a ver com "pangeia"; eles na verdade sabiam navegar e viajar muito, muito antes de qualquer outro povo) antes dos brancos invadirem tudo. Aliás, a terra chamada de "Oriente Médio" (outra tática para separar da África uma terra que faz parte dela) faz parte da África, está na placa tectônica DA ÁFRICA, e originalmente era habitada somente por africanos ("negros").

  115. Concordo! Não se pode impor as pessoas que sejam ou não religiosas, isso é totalitarismo. Precisa haver um limite entre liberdade de expressão e respeito.

  116. O ato não foi muçulmano, o ato foi terrorista, dos islamitas extremos, que estão terrorizando o mundo inteiro. Por favor considerem a diferença entre à RELIGIÃO MUÇULMANA E O ISLAMISMO EXTREMO. Não vejo essa diferença nos textos desse tipo. Não foi um ato religioso foi um ato terrorista e o terrorismo não têm religião!

  117. Não achas que as duas coisas estão intimamente ligadas? Uma coisa leva a outra, a origem do problema é a mesma, preconceito, intolerância, desrespeito e ódio. Todos esses ingredientes juntos, servem de estopim para uma bomba.

  118. Ah, finalmente agora ficou clara a preocupação do autor – seu objetivo é, pura e simplesmente a censura! A vontade de calar aqueles que não comungam de suas idéias. Parabéns pela sinceridade!

  119. Olá Zuni!
    Gostei de seu texto. Realizou muitas referências e paralelos, situando quanto ao tempo histórico. Precisei realizar algumas pesquisas para entender melhor. Todavia, percebi que algumas pessoas não gostaram ou criticaram tuas ideias, tendo em vista que para tanto, é necessário pesquisar para fundamentar uma ideia. Entendo assim, que tais considerações vieram de pessoas que sim, podem ter lido o texto até o fim, porem não quiseram se dar o trabalho de pesquisar. Desculpem, mas não há vergonha nenhuma em se inteirar melhor do assunto.
    Zuni: Concordo com tuas ideias e peço licença para compartilhar. Obrigada.

  120. A liberdade de expressão francesa é dificilmente explicável nos outros países, mas CharlieHebdo e tudo menos preconceituoso, intolerante e odioso. Mesmo esse desenho que você publicou, quando o Charlie Hebdo publica que o Corão e uma merda e que não protege das balas, é justamente porque 5 das 17 pessoas mortas essa semana eram de religião muçulmana. Eles foram assassinados pelos islâmicos extremistas. Considerem o paradoxo e a mensagem! E o que você considera como desenho racista e intolerante tem a intenção de denunciar o terrorismo portado pelos extremos em nome do estado islâmico, que em nenhum caso representa a religião muçulmana. Não há guerra política aqui, não há um racismo e não há intolerância, não mais que o que existe no Brasil (posso dizer que há menos que no Brasil). Considere o terrorismo pelo terrorismo, não há expli religiosa nesse ato. Peque o tempo de estudar os desenhos de Charlie Hebdo e coloque os no contexto, com pessoas que realmente conhessem o trabalho. E Sideraste ler o que você escreveu sobre eles e sobre o jornal, porque não é verdade.

  121. Concordo contigo, Said. É exatamente a resseção pela qual a Europa passa, imposta pelo próprio capitalismo, que gera essas ondas de intolerância, violência e preconceito.

  122. O Carlos com certeza, é um seguidor do bostonaro aqui no Brasil. ignorante, insensível, mal educado e agressivo. Temos que conviver com esses desequilibrados por todo canto. Ninguém merece!

  123. Eu estou siderada com muitos comentários que eu estou lendo aqui sobre esse sujeito; o pessoal parece que está justificando ó barbarismo com fatos que nem mesmo conhecem. Incrível porque o Brasil também é um país que ganha na intolerância, violência e preconceito e para ele porque não adicionar corrupção, desigualdade social. E tudo isso é masqueado por uma elite intelectual vazia que adora falar e escrever grandes frases sobre tudo e a Europa como se entendessem. Realmente alcançamos o NADA, ao menos aqui as pessoas alcançaram o nada; porque em Paris os dois chefes do estado Palestiniano e Israelita desfilaram contra o terrorismo mão na mão.

  124. Achei o texto tão longe da realidade francesa, do dia-a-dia da Europa… Parece uma coletânea de manchetes mundiais. Não consegui achar informações pra me fazer repensar (adoro advogados do Diabo!), infelizmente. O desconhecimento do português e do francês não me incomodaram tanto.

  125. O problema não é só o véu, mas várias informações erradas no texto, gente. E também várias outras que não foram abordadas e que são de extrema relevância pra entendimento do contexto. Quem mora na França ou em países vizinhos acha o texto uma furada, infelizmente. Ele não conhece o assunto como deveria para fazer as afirmações que faz e isso fica nítido pelas inconsistências, infelizmente. de toda forma, acho bom para abrirmos espaços de diálogos e trocas.

  126. PESQUISEM NA INTERNET SOBRE O MAIS FAMOSO CHARGISTA DA REVISTA DER STURMER ( O ATACANTE), FOI UM DOS PIORES SERES HUMANOS QUE PISOU NA FACE DA TERRA. COM SUAS CHARGES "ENGRAÇADAS" DENEGRIA A CULTURA, A RELIGIÃO E RAÇA DO POVO JUDEU. COM ISSO HITLER MANDOU
    ESSE POVO PARA O FORNO E A MAIORIA DAS "PESSOAS DE BEM" ACHARAM NORMAL. NÃO É PORQUE TEM A CHANCELA DE "ARTE OU " JORNALISTICA" QUE A GENTE PODE "ENGOLIR" SEM FAZER QUALQUER QUESTIONAMENTO.

  127. Sébastien,
    Primeiramente, obrigada pela incrível aula. Sou brasileira, casada com um suíço e passo longas temporadas na Europa (estudando, trabalhando ou só a passeio mesmo) e visitando bastante a França, onde tenho amigos muito queridos (estive lá inclusive na semana anterior ao ataque). Não tenho conhecimento técnico suficiente para debater história francesa, muito menos árabe, mas a realidade que eu sempre vejo na França é diferente da narrada no texto e isso, aliado à proteção do uso do véu, me incomodou o suficiente para querer me manifestar, então vim ler os comentários. Estou muito feliz de ter encontrado o seu que embasa tecnicamente todo o senso de pessoas com conhecimento genérico de história como eu. Seria ótimo poder juntá-los e publicá-los para que as pessoas tenham informações ricas, claras e embasadas como as suas, diferente da coletânea de manchetes misturadas aos livros de história e cheias de achismo que temos visto tanto aqui no Brasil. O que acha? Um abraço, Maria Clara

  128. Q-Libertários, o seu questionamento é justo, e te dou razão em boa parte do que você disse. E, de fato, eu pretendo escrever, sim, um texto que fale sobre a perseguição aos homossexuais em países islâmicos. Faz algum tempo que quero escrever, particularmente, sobre o caso do Egito, que é onde vivo atualmente e onde a perseguição pelo Estado é muito real. Ainda não o fiz porque o blog estava parado até o começo deste ano, por falta de tempo devido. Agora que retomei o blog prometo abordar esse tema em breve.

    Agradeço a sua sugestão, vou assistir o vídeo que você encaminhou e procurar esse livro.

    Se você tiver mais sugestões ou quiser conversar sobre o tema, ficarei muito feliz.

    Abraços

  129. Obrigado pela lucidez do comment!
    Que tristeza verificar que nesta tragedia o fato de quatro pessoas que foram mortas pelo simples fato de terem nascido judias nao eh nem mesmo mencionado no texto… realmente irrelevante ao autor.

  130. Eu li e concordo com ele. Ainda vejo uma inversão de valores, tratando assassinos de coitadinhos, como na Folha de Sao Paulo… nao é bem assim nao… os arabes como cidadaos franceses tem todas as regalias de saude e ensino gratuito como qualquer caucasiano de nome Pierre. Quem tem talento e vontade, chega la. Morei em Paris seis anos, sei o que digo; cada bairro tem sua biblioteca publica, dizer que eh falta de oportunidade eh balela, qualquer arabe estah melhor na Franca do que em qualquer um paiis de origem… pergunta se eles querem voltar ? Eles nao sao coitadinhos nao, e enquanto semearem a cultura do odio e do terror, inexoravelmente, jah diria o fisico Newton, a coisa vota no sentido contrario.

  131. Eu sento muita falta de Charlies na impressa brasileira.

    Por isso, apesar de discordar com a argumentação deste artigo, agradeço muito Zuni para fazer o Charlie.

    Sonho que esta tragédia servirá pelo menos a fazer nascer muito Charlies ao redor do mundo.

  132. Muitos dos argumentos apresentados nesse texto são refutados no meu texto resposta ao publicado pelo Leonardo Boff ( http://moisesprado.blogspot.com.br/2015/01/sim-je-suis-charlie.html ).
    Comparar racismo ou a apologia ao estupro com a crítica à religião é de fato, no mínimo, muita ingenuidade. Racismo e estupro são crimes, que se comete contra PESSOAS, a crítica à religião se direciona contra uma IDEIA, as pessoas têm direitos, não as ideias. Há um abismo colossal de diferença entre ofender uma pessoa física e “ofender” um personagem imaginário! Zombar de uma religião é zombar de uma ideia, NÃO de um indivíduo ou grupo de indivíduos, ainda que esses amem tal ideia e fiquem chateados, vai continuar sendo só isso, uma ideia.

    Quanto à proibição do véu muçulmano ou da burca, o que está em questão é a ocultação do rosto, não o fato de ser uma peça religiosa, a sua analogia com a Umbanda e o Candomblé não tem qualquer paralelo. Veja que muitas escolas aqui no Brasil proíbem o uso de bonés, alegando dificultar a identificação dos alunos, imagina com uma burca que não permite nem mesmo saber se é gente que está ali debaixo, se são dois, se é homem ou mulher – não estou necessariamente defendendo tal proibição, mas ela é compreensível. E quando você vai a um país estrangeiro, ou ainda mais forte, decide morar lá, tem que estar disposto a se adaptar.

    Sobre a xenofobia aos muçulmanos na Europa é de apelação tamanha vinculá-la à Charlie Hebdo, se tem algum culpado nisso são os assassinos que mataram cartunistas "infiéis" que não consideram seu profeta. Eles próprios estão manchando sua religião. Tirando vidas ou não, querer que alguém respeite sua ideia é contraditório, deve-se respeitar a liberdade do religioso em ter suas ideias religiosas e expressá-las, agora o sujeito querer obrigar o respeito alheio para com o conteúdo do que ele pensa é absurdo. O que dirá então um estrangeiro de um país teocrático querendo obrigar o respeito aos personagens que ele acredita num país laico! Sim, esses são os únicos culpados.

    Você não entendeu o que é uma caricatura ou charge meu caro, o humor contido em tais é para chocar, é para expor os pontos absurdos de forma explícita, hiperbólica. Quem te disse que elas devem ser feitas para necessariamente levantar o debate? Ora, qual o problema de querer ridicularizar um livro?! Não se pode fazer tal porque fulano ou ciclano o ama? Me ajuda aí companheiro! A xenofobia é um ultraje que devemos lutar contra com toda nossa força, mas daí a se calar porque pode ter eventualmente efeitos colaterais ruins é tentar resolver um mal com um mal ainda maior. JE SUIS CHARLIE!

  133. Muitos dos argumentos apresentados nesse texto são refutados no meu texto resposta ao publicado pelo Leonardo Boff ( http://moisesprado.blogspot.com.br/2015/01/sim-je-suis-charlie.html ).

    Comparar racismo ou a apologia ao estupro com a crítica à religião é de fato, no mínimo, muita ingenuidade. Racismo e estupro são crimes, que se comete contra PESSOAS, a crítica à religião se direciona contra uma IDEIA, as pessoas têm direitos, não as ideias. Há um abismo colossal de diferença entre ofender uma pessoa física e “ofender” um personagem imaginário! Zombar de uma religião é zombar de uma ideia, NÃO de um indivíduo ou grupo de indivíduos, ainda que esses amem tal ideia e fiquem chateados, vai continuar sendo só isso, uma ideia.

    Quanto à proibição do véu muçulmano ou da burca, o que está em questão é a ocultação do rosto, não o fato de ser uma peça religiosa, a sua analogia com a Umbanda e o Candomblé não tem qualquer paralelo. Veja que muitas escolas aqui no Brasil proíbem o uso de bonés, alegando dificultar a identificação dos alunos, imagina com uma burca que não permite nem mesmo saber se é gente que está ali debaixo, se são dois, se é homem ou mulher – não estou necessariamente defendendo tal proibição, mas ela é compreensível. E quando você vai a um país estrangeiro, ou ainda mais forte, decide morar lá, tem que estar disposto a se adaptar.

    Sobre a xenofobia aos muçulmanos na Europa é de apelação tamanha vinculá-la à Charlie Hebdo, se tem algum culpado nisso são os assassinos que mataram cartunistas "infiéis" que não consideram seu profeta. Eles próprios estão manchando sua religião. Tirando vidas ou não, querer que alguém respeite sua ideia é contraditório, deve-se respeitar a liberdade do religioso em ter suas ideias religiosas e expressá-las, agora o sujeito querer obrigar o respeito alheio para com o conteúdo do que ele pensa é absurdo. O que dirá então um estrangeiro de um país teocrático querendo obrigar o respeito aos personagens que ele acredita num país laico! Sim, esses são os únicos culpados.

    Você não entendeu o que é uma caricatura ou charge meu caro, o humor contido em tais é para chocar, é para expor os pontos absurdos de forma explícita, hiperbólica. Quem te disse que elas devem ser feitas para necessariamente levantar o debate? Ora, qual o problema de querer ridicularizar um livro?! Não se pode fazer tal porque fulano ou ciclano o ama? Me ajuda aí companheiro! A xenofobia é um ultraje que devemos lutar contra com toda nossa força, mas daí a se calar porque pode ter eventualmente efeitos colaterais ruins é tentar resolver um mal com um mal ainda maior. JE SUIS CHARLIE!

  134. Muitos dos argumentos apresentados nesse texto são refutados no meu texto resposta ao publicado pelo Leonardo Boff ( http://moisesprado.blogspot.com.br/2015/01/sim-je-suis-charlie.html ).
    Comparar racismo ou a apologia ao estupro com a crítica à religião é de fato, no mínimo, muita ingenuidade. Racismo e estupro são crimes, que se comete contra PESSOAS, a crítica à religião se direciona contra uma IDEIA, as pessoas têm direitos, não as ideias. Há um abismo colossal de diferença entre ofender uma pessoa física e “ofender” um personagem imaginário! Zombar de uma religião é zombar de uma ideia, NÃO de um indivíduo ou grupo de indivíduos, ainda que esses amem tal ideia e fiquem chateados, vai continuar sendo só isso, uma ideia.

    Quanto à proibição do véu muçulmano ou da burca, o que está em questão é a ocultação do rosto, não o fato de ser uma peça religiosa, a sua analogia com a Umbanda e o Candomblé não tem qualquer paralelo. Veja que muitas escolas aqui no Brasil proíbem o uso de bonés, alegando dificultar a identificação dos alunos, imagina com uma burca que não permite nem mesmo saber se é gente que está ali debaixo, se são dois, se é homem ou mulher – não estou necessariamente defendendo tal proibição, mas ela é compreensível. E quando você vai a um país estrangeiro, ou ainda mais forte, decide morar lá, tem que estar disposto a se adaptar.

    Sobre a xenofobia aos muçulmanos na Europa é de apelação tamanha vinculá-la à Charlie Hebdo, se tem algum culpado nisso são os assassinos que mataram cartunistas "infiéis" que não consideram seu profeta. Eles próprios estão manchando sua religião. Tirando vidas ou não, querer que alguém respeite sua ideia é contraditório, deve-se respeitar a liberdade do religioso em ter suas ideias religiosas e expressá-las, agora o sujeito querer obrigar o respeito alheio para com o conteúdo do que ele pensa é absurdo. O que dirá então um estrangeiro de um país teocrático querendo obrigar o respeito aos personagens que ele acredita num país laico! Sim, esses são os únicos culpados.

    Você não entendeu o que é uma caricatura ou charge meu caro, o humor contido em tais é para chocar, é para expor os pontos absurdos de forma explícita, hiperbólica. Quem te disse que elas devem ser feitas para necessariamente levantar o debate? Ora, qual o problema de querer ridicularizar um livro?! Não se pode fazer tal porque fulano ou ciclano o ama? Me ajuda aí companheiro! A xenofobia é um ultraje que devemos lutar contra com toda nossa força, mas daí a se calar porque pode ter eventualmente efeitos colaterais ruins é tentar resolver um mal com um mal ainda maior. JE SUIS CHARLIE!

  135. Muitos dos argumentos apresentados nesse texto são refutados no meu texto resposta ao publicado pelo Leonardo Boff ( http://moisesprado.blogspot.com.br/…/sim-je-suis… ).
    Comparar racismo ou a apologia ao estupro com a crítica à religião é de fato, no mínimo, muita ingenuidade. Racismo e estupro são crimes, que se comete contra PESSOAS, a crítica à religião se direciona contra uma IDEIA, as pessoas têm direitos, não as ideias. Há um abismo colossal de diferença entre ofender uma pessoa física e “ofender” um personagem imaginário! Zombar de uma religião é zombar de uma ideia, NÃO de um indivíduo ou grupo de indivíduos, ainda que esses amem tal ideia e fiquem chateados, vai continuar sendo só isso, uma ideia.

    Quanto à proibição do véu muçulmano ou da burca, o que está em questão é a ocultação do rosto, não o fato de ser uma peça religiosa, a sua analogia com a Umbanda e o Candomblé não tem qualquer paralelo. Veja que muitas escolas aqui no Brasil proíbem o uso de bonés, alegando dificultar a identificação dos alunos, imagina com uma burca que não permite nem mesmo saber se é gente que está ali debaixo, se são dois, se é homem ou mulher – não estou necessariamente defendendo tal proibição, mas ela é compreensível. E quando você vai a um país estrangeiro, ou ainda mais forte, decide morar lá, tem que estar disposto a se adaptar.

    Sobre a xenofobia aos muçulmanos na Europa é de apelação tamanha vinculá-la à Charlie Hebdo, se tem algum culpado nisso são os assassinos que mataram cartunistas "infiéis" que não consideram seu profeta. Eles próprios estão manchando sua religião. Tirando vidas ou não, querer que alguém respeite sua ideia é contraditório, deve-se respeitar a liberdade do religioso em ter suas ideias religiosas e expressá-las, agora o sujeito querer obrigar o respeito alheio para com o conteúdo do que ele pensa é absurdo. O que dirá então um estrangeiro de um país teocrático querendo obrigar o respeito aos personagens que ele acredita num país laico! Sim, esses são os únicos culpados.

    Você não entendeu o que é uma caricatura ou charge meu caro, o humor contido em tais é para chocar, é para expor os pontos absurdos de forma explícita, hiperbólica. Quem te disse que elas devem ser feitas para necessariamente levantar o debate? Ora, qual o problema de querer ridicularizar um livro?! Não se pode fazer tal porque fulano ou ciclano o ama? Me ajuda aí companheiro! A xenofobia é um ultraje que devemos lutar contra com toda nossa força, mas daí a se calar porque pode ter eventualmente efeitos colaterais ruins é tentar resolver um mal com um mal ainda maior. JE SUIS CHARLIE!

  136. O que as pessoas não estão entendendo é que com ou sem o jornal aqueles psicopatas assassinos, não deixariam de matar de explodir , de fazer atentados terroristas. Se não fosse na revista seria em outros lugar e pessoas, como tem sido a vida inteira ou já se esqueceram? Ou já se esqueceram de quantas cabeças já rolaram de pessoas inocentes e indefesas, que jamais disseram nada contra eles? Já tinham dito que as duas ações tinham sido planejadas, tanto a da revista , quanto as pessoas do mercado judaico. Qual foi a charge ou a ofensa que as pessoas do mercado judaico fizeram contra eles? E as pessoas que foram covardemente decapitadas? E a indefesa criança bomba de 10 anos covardemente imolada entre tatntas outras, para também saciar o ego oprimido destes bárbaros, tirânicos, que de oprimidos não tem nada, muito pelo contrário,o que tem é uma soberba doentia,alimentada e cultuada por uma religião , que faz com que eles se sintam e queiram ser vistos e aos seus deuses e profetas, e respeitados como algo e alguém muito especiais e superiores aos outros mortais. Agora a humanidade toda tem que viver se policiando para obedecer as ordens tiranicas de um bando de fanáticos religiosos, tendo o cuidado de nunca dizer ou fazer nada que possa desagradar a eles e sua religião e seus deuses máximos, sob pena de serem condenados a morte por eles. Ou seja mesmo sem concordar e sem ser da religião tem que viver como se fosse com a mesma reverencia , como por exemplo não retratar o profeta Maomé, porqeu isto é uma ordem sagrada da religião deles. Portanto isto serve p eles . Eles que são da religião que não retratem, que respeitem todos os dogmas e regras e vivam como queiram. Mas que não queiram obrigar os outros a seguirem o mesmo, sob pena de serem considerados "infiéis" com direito deles de desvalorizar , desprezar e desrespeitar a vida das pessoas e matá-las ou dispor delas como quiser como as crianças e mulheres imoladas, raptadas, estupradas, desrespeitadas de todas as formas pra vingar e aplacar a ira do deus ou profeta psicopata deles. Quem quer respeito respeita antes e este não é o caso desses terroristas assassinos, que já perderam há muito tempo o direito de exigir respeito e de serem respeitados. Porque tudo o que eles não fazem nessa vida é respeitar os outros e a vida dos outros. Pelas consideraçãoe deste texto acima, parece até que este é o primeiro atentado terrorista que acontece no mundo , com estes estes rasos motivos alegados. E estes cartunistas, chargistas não faziam estas charges assim tão sem propósito, só por graça e humor, e por pura vontade de desrespeitar, mas como uma forma de revolta, crítica e repúdio as suas ações bárbaras tendo como base e justificativa uma religião bárbara e política bárbara , ditadora e déspota, aonde fora dos paises europeus e de outras partes do mundo onde são imigrantes em seus territórios e paises, seus governos e forma de tratar o seu povo essas sim são ditadoras, déspotas, discriminatórias,opressoras, cruéis,injustas, racistas e criminosas. Eles que usassem os meios legais de protesto, processassem, demonstrassem indignação de outra forma, como fizeram os lideres de outras religiões, igrejas e politicos que também eram criticados por eles em suas charges com a mesma intensidade e e nem por isto sairam por ai fuzilando ninguém. Ou aproveitassem para fazer uma reflexão de porque isto estaria acontecendo e rever suas atitudes e posicionamentos diante do mundo. Portanto sob esta ótica e circunstancias , acho que este barbarismo insano com nome de religião usado como justificativa para extravasar todo tipo de ódio e violência de seres brutais e medievais, não pode ser levado a sério, respeitado e tem que ser denunciado e desmoralizado sim.

  137. Os jovens que eles tem atraído e coopitado ao redor do mundo não podem ficar só com a visão e a pregação deles, as falsas motivações deles, o falso lado sério e importância que eles dão a toda esta mitologia psicótica para agirem como agem e levar isto realmente a sério. Eles tem que ver e saber também do lado da PALHAÇADA que é a motivação deles para tanta violência e bárbarie insana.

  138. Disse tudo. Absolutamente brilhante, inteligente, sensato, sábio, irretocável, verdadeiro, indiscutível, sem chance para qualquer tipo de argumento, alívio ou justificativas sejam elas de que cunho forem,para tal violência e barbérie insana. Parabéns pela luz que pode iluminar qualquer mente ingenua que possa se deixar influenciar pelas justificativas rasas e sem sentido apresentasda por este texto para que se veja qualquer lado que posa justificar este crime bárbaro, se não o lado das vítimas indefesas, brutalmente e covardemente assassinadas. JE SUIS CHARLIE!

  139. Oi,Q-libertários, tudo bem?

    O seu questionamento é muito válido e justo. Eu acredito que falar sobre a perseguição à homossexuais nos diversos países árabes é um importantíssimo, e a única razão pela qual nunca escrevi sobre isso é que não tive ainda tempo pra estudar mais a fundo a questão. Faz algum tempo que quero escrever sobre o tema, em especial por conta de perseguições gravíssimas que vi no Egito, onde vivo atualmente.

    Vou dar uma olhada no vídeo e artigo que voê me sugeriu, e tentarei encontrar também esse livro. Se você tiver mais sugestões ou quiser conversar sobre o tema, ficarei muito agradecido.

    Abraços

  140. Gostei bastante do texto. A complexidade do real deve ser tratada como tal. Porém, na condição de alguém que também escreve frequentemente, faço aqui uma crítica construtiva de "ordem menor", meramente ortográfica: o uso de crases. Dica rápida: não se põe crases antes de qualquer palavra que esteja no PLURAL. Não sei explicar a regra, mas "a despeito" também não tem crase. E o pessoal está certo: o "porque" do título deve ser escrito tudo junto. No mais, parabéns pela lúcida e honesta abordagem do problema. Não caiu em valas-comuns, não foi pretensamente impessoal e não à toa está tendo a repercussão que merece. Abraços

  141. Olá Zuni.
    Agradeço sua resposta e qualquer contraponto é sempre bem vindo.

    Acho que existe uma diferença abissal quando a violência é praticada pela sociedade e quando além disso é legitimada pelo estado através de uma constituição que não considera mulheres como cidadãs, caso da Sharia.
    Quando a lei proíbe uma mulher de deixar o país sem a autorização de um homem, não somente sua dignidade lhe está sendo negada: esta mulher está sendo desumanizada. A mesma estratégia foi utilizada pelos nazistas em relação aos judeus, a fim de naturalizar toda a barbárie subsequente.

    No mundo todo, nações islâmicas dão exemplos cruéis de desrespeito aos direitos humanos para depois lavarem suas mãos diante do ódio jihadista, atribuindo a culpa a uma minoria. Como se as chibatadas em mulheres violentadas nos Emirados Árabes, as adúlteras apedrejadas no Irã, a pena de morte aos homossexuais no Sudão e a castração feminina na Somália transmitissem uma mensagem de paz e tolerância para o mundo.
    Desculpe, mas dizer que o conjunto desses países e grupos extremistas formam uma minoria é forçar muito a barra.

    A Europa tem uma grande dívida com suas ex-colônias. O Estado de bem estar social europeu foi construído com a exploração desses povos e é justo que agora eles tenham uma reparação. Mas até que ponto é válido ceder a um pensamento medieval que prega estados teocráticos e a misoginia institucionalizada em nome de um suposto multiculturalismo?
    As representações muçulmanas beneficiam-se do estado laico e da liberdade de expressão, coisas que muitas vezes inexistem em seus países de origem, para cobrar respeito absoluto dos europeus a seus valores, mas não têm o mesmo apreço pelos valores dos europeus quando vivem entre eles. Cito como exemplo uma lei proposta na Holanda e na Espanha que pretendia proibir cães de estimação, uma vez que isso ofende o islã.
    Quando os muçulmanos vociferam contra os costumes ocidentais em seus países, agem em legítima defesa de sua "cultura".
    Se os franceses o fazem são islamofóbicos, xenófabos, neonazistas. Quando a tolerância é unilateral, chamamos de submissão.

  142. Olá Zuni.
    Agradeço sua resposta e qualquer contraponto é sempre bem vindo.

    Acho que existe uma diferença abissal quando a violência é praticada pela sociedade e quando além disso é legitimada pelo estado através de uma constituição que não considera mulheres como cidadãs, caso da Sharia.
    Quando a lei proíbe uma mulher de deixar o país sem a autorização de um homem, não somente sua dignidade lhe está sendo negada: esta mulher está sendo desumanizada. A mesma estratégia foi utilizada pelos nazistas em relação aos judeus, a fim de naturalizar toda a barbárie subsequente.

    No mundo todo, nações islâmicas dão exemplos cruéis de desrespeito aos direitos humanos para depois lavarem suas mãos diante do ódio jihadista, atribuindo a culpa a uma minoria. Como se as chibatadas em mulheres violentadas nos Emirados Árabes, as adúlteras apedrejadas no Irã, a pena de morte aos homossexuais no Sudão e a castração feminina na Somália transmitissem uma mensagem de paz e tolerância para o mundo.
    Desculpe, mas dizer que o conjunto desses países e grupos extremistas formam uma minoria é forçar muito a barra.

    A Europa tem uma grande dívida com suas ex-colônias. O Estado de bem estar social europeu foi construído com a exploração desses povos e é justo que agora eles tenham uma reparação. Mas até que ponto é válido ceder a um pensamento medieval que prega estados teocráticos e a misoginia institucionalizada em nome de um suposto multiculturalismo?
    As representações muçulmanas beneficiam-se do estado laico e da liberdade de expressão, coisas que muitas vezes inexistem em seus países de origem, para cobrar respeito absoluto dos europeus a seus valores, mas não têm o mesmo apreço pelos valores dos europeus quando vivem entre eles. Cito como exemplo uma lei proposta na Holanda e na Espanha que pretendia proibir cães de estimação, uma vez que isso ofende o islã.
    Quando os muçulmanos vociferam contra os costumes ocidentais em seus países, agem em legítima defesa de sua "cultura".
    Se os franceses o fazem são islamofóbicos, xenófabos, neonazistas. Quando a tolerância é unilateral, chamamos de submissão.

  143. Um texto construido sobre uma serie de "predicados" societais imprecisos da parte de um estudante que claramente não "experimentou" o tema. Mas o exercicio "teorico" é valido, no entanto precisa buscar melhores referências para fazer filosofia telescopica.

  144. "Deveria ser censurado.."
    "..nao tem o direito de escrever em um blog"
    Um tanto contraditório para um comentário posicionando-se a favor da liberdade de expressão levada a ultima instância.

  145. Meu caro: aparentemente você está concordando com o que fizeram com o Jornal e seus integrantes. Sei que não está! Sabemos que as armas foram desproporcionais!!! É só isso!!! De certa forma, todos nós já fomos vítimas desses ataques psicológicos violentos!!! O uso da força é para acéfalos. sejamos competentes e saibamos dar a devida resposta. É o princípio da Proporcionalidade e da Adequação!!! forte abraço

  146. Disculpe pelos erros de língua, eu sou um francês no Brasil.
    Eu acho que você não conhece os autores do Charlie Hebdo que são grandes defendedores dos muçulmanos como todas as minoridades da frança, porque para eles, muçulmanos, judeus ou qualquer povo, todos em fim são franceses. Por exemplo a imagem que vc utilizou : ele quer dizer que o Coran diga exatamente ao contrario. No Coran é escrito que o homem que mata um outro mata a humanidade. O Coran deveria parar as balas com o que ele ensina, mas que em verdade os muçulmanos (uma minoridade ao poder na época) que matam outros na Egypt são mas interessados por politica que religião, eles não respeitam as valores queles dizem defender, para eles o Coran é merda, não para Charlie. E uma critica laica, que é uma das tradições do jornal como da frança, laicismo não é rejeitar religião, é fazer todas religiões viver juntos em nosso pais. Não precisa lembrar que um dos policiais que era afetado na proteção de Charb (que fiz as caricaturas de Mahomet mais polemicas) era muçulmano, e ele morreu para defendendo Charb. Charlie Hebdo critica o que ninguém tem coragem de criticar para abrir um verdadeiro debato, como o direito de reproduzir Mahomet de qualquer forma, porque frança é um pais laico que respeita a leis laicas, e não a lei de qualquer deus. Os argumentos de estigmatização não valem nada, é suficiente de conhecer o que pensam os autores: eles são conhecidos para combater fascismo, racismo o qualquer loucuras (tem tantas). Dizer queles alimentam estigmatização é verdadeiramente mal conhecer Charlie Hebdo. Extrema direita faz estigmatização, o Charlie é bem conhecido para ser um jornal de esquerda que defende integração das minoridades e combate extrema direita… Eu, como Charb, Wolinski e os outros, sou contra estigmatização dos muçulmanos o qualquer povo. Somos todos franceses, e temos o direito de fazer blasfêmia para qualquer religião, respeitamos só a lei da nossa republica. Isso não para esconder ódio atrás de liberdade de expressão, mas para debater sobre os problemas tantos polêmicos que nenhum outro jornal tem coragem de falar.

  147. Nada é 8 ou 80. A violência dos extremistas atinge diretamente os muçulmanos que não participam deste pensamento, pois acabam sendo igualados àqueles que, lamentavelmente, continuam vivendo uma era das trevas onde religião é usada para disseminar o mal e não o bem. Mas existem pessoas que são anti-americanas e quase justificam os terroristas ou tentam atenuar os atos de barbárie cometidos pelos mesmos. Nem tanto, nem tão pouco. Eu posso não querer votar num partido de esquerda, especialmente um que defenda os "ismos" da vida, e nem por isso ser um membro da burguesia alienada e dominante. Quando generalizamos e não analisamos os indivíduos como essencialmente diferentes um dos outros, damos um grande passo rumo ao preconceito e ao radicalismo.

  148. O Islamismo não é uma religião que de ódio .Leiam mais sobre o Islamismo.Os extremistas fanáticos é que estao matando, barbaramente,em nome do Isla, não sejam preconceituosos com religiões que não sejam as suas.

  149. Concordo com seu comentario. Sou frances, morei um pouco no brasil, entao eu consigo entender mais o menos o que o artigo e tambem seu comentario dizem.
    Acho que mesmo o artigo seja interessente, tenha um ponto de visto differente, ele nao entenda muito bem nem o contesto na frança, nem o humor frances muito "ruim" 🙂 mas tambem muito bom.

    Me deixa dar um exemplo. Em relaçao com a caricatura mostrando o corao atraversado para umas ballas. Essa piada nao quer dizer que o corao e uma merda mas quer dizer que o corao nao e um bom produto ( você achasse que o corao e um produto ? sera que ele vem da china entao ?….). Ja, colocar no mesmo nivel o corao e um simple produto nao faz muito sentido, nao? Isso e a parte 1 da piada…

    segundo, o corao deixa as ballas atraversa-lo e por isso nao e uma proteçao sufficiente para protegir os fiels da egipta das ballas do exercito delle.
    Eu imagino que essa parte da piada haja para origem a historia que você deve conhecer com uma carra que foi protegido dum tiro para a bibla dele (poderia ser tambem o manifesto do partido comunisto ou um livro de amor de boa qualidade)? Sabe essas ballas que foram parradas pelas paginas da bibla ? Nao estou dizendo que a bibla seja melhor que o corao hein 🙂

    Terceira parte da piada, Tambem esse jeito de dizer "c'est de la merde, e uma merda". Isso tem que confessar e um jeito muito frances de falar. Falamos isso sempre muitas vezes sem pensar, as vezes sozinho em casa, as vezes em familia, as vezes na frente do boss. Sabemos que nao se faz maos nao conseguimos parrar…. Usavamos essa palavrazinha provavlemente de um jeito um pouco differente que vocês brasileiros. Entao quando você le c'est de la merde em frances tem que entender o sentido que os frances colocaram e nao o sentido que vocês colocam. Isso faz parte da difficuldade para entender os outros povos.

    Claro que essa piada nao e a melhora do mundo mas e exatamente de la que vem o potential de humor das piadas de charlie. Essa revista sempre procura o nivel o mais estupida (mais tambem inteligente), até fazer se tornar a estupididade ultima em um grande potential de humor.

    Com certeza esse humor nao e muito sutil, nao e mesmo muito respectuoso mas e exatamente o sentido dele. Temos outros tipos de humor na frança tambem até um humor 100% sem graça, mas o Charlie costuma gostar muito dum humor trash e bem basico.Esse humor existe e muitas pessoas simpaticas, abertas e simples gostam muito dele. As pessoas que nao gostam desse tipo de humor nao precisam perder o tempo dele lendo o charlie, podem ler as revistas gratis do metro ou assistir na televisao.

    As pessoas que leem charlie sabem que o corao nao e uma merda mas tambem elas sabem que elas nao devem dar um respeito especial pelo corao. Essas pessoas sabem ler e ver as piadas atras das imagens cruas, Sabem colocar uma distancia e sabem aceitar as criticas.
    Talvez uma parte do problema seja que outras pessoas nao querem ver as piadas, nao consiguam ouvir as criticas e gostam de responder com ballas quando outros mandam desenhos. Essas pessoas so querem ler o mundo com os olhos deles sem entender que cada um tem olhos differente as vezes mesmo tem oculus oscuros….

    Par acabar com meu commentario e assim parrar de machucar a sua lingua, quero dizer que e muito difficil morar com umas pessoas duma outra cultura, e muito difficil nos entender, nos compreender. E muito difficil de rir juntos das mesmas piadas sem acabar no mal entendimento.

    Eu sei que o mundo e feito com pessoas differentes, culturas differentes, religoes differentes. Ele tambem e feito com humores differentes.

    Teria muito mais ha dizer, infelizmente o problema e muito mas profundo que saber se eu sou o se eu nao sou charlie…… 🙁

    benoit schelstraete

  150. Concordo com seu comentario. Sou frances, morei um pouco no brasil, entao eu consigo entender mais o menos o que o artigo e tambem seu comentario dizem.
    Acho que mesmo o artigo seja interessente, tenha um ponto de visto differente, ele nao entenda muito bem nem o contesto na frança, nem o humor frances muito "ruim" 🙂 mas tambem muito bom.

    Me deixa dar um exemplo. Em relaçao com a caricatura mostrando o corao atraversado para umas ballas. Essa piada nao quer dizer que o corao e uma merda mas quer dizer que o corao nao e um bom produto ( você achasse que o corao e um produto ? sera que ele vem da china entao ?….). Ja, colocar no mesmo nivel o corao e um simple produto nao faz muito sentido, nao? Isso e a parte 1 da piada…

    segundo, o corao deixa as ballas atraversa-lo e por isso nao e uma proteçao sufficiente para protegir os fiels da egipta das ballas do exercito delle.
    Eu imagino que essa parte da piada haja para origem a historia que você deve conhecer com uma carra que foi protegido dum tiro para a bibla dele (poderia ser tambem o manifesto do partido comunisto ou um livro de amor de boa qualidade)? Sabe essas ballas que foram parradas pelas paginas da bibla ? Nao estou dizendo que a bibla seja melhor que o corao hein 🙂

    Terceira parte da piada, Tambem esse jeito de dizer "c'est de la merde, e uma merda". Isso tem que confessar e um jeito muito frances de falar. Falamos isso sempre muitas vezes sem pensar, as vezes sozinho em casa, as vezes em familia, as vezes na frente do boss. Sabemos que nao se faz maos nao conseguimos parrar…. Usavamos essa palavrazinha provavlemente de um jeito um pouco differente que vocês brasileiros. Entao quando você le c'est de la merde em frances tem que entender o sentido que os frances colocaram e nao o sentido que vocês colocam. Isso faz parte da difficuldade para entender os outros povos.

    Claro que essa piada nao e a melhora do mundo mas e exatamente de la que vem o potential de humor das piadas de charlie. Essa revista sempre procura o nivel o mais estupida (mais tambem inteligente), até fazer se tornar a estupididade ultima em um grande potential de humor.

    Com certeza esse humor nao e muito sutil, nao e mesmo muito respectuoso mas e exatamente o sentido dele. Temos outros tipos de humor na frança tambem até um humor 100% sem graça, mas o Charlie costuma gostar muito dum humor trash e bem basico.Esse humor existe e muitas pessoas simpaticas, abertas e simples gostam muito dele. As pessoas que nao gostam desse tipo de humor nao precisam perder o tempo dele lendo o charlie, podem ler as revistas gratis do metro ou assistir na televisao.

    As pessoas que leem charlie sabem que o corao nao e uma merda mas tambem elas sabem que elas nao devem dar um respeito especial pelo corao. Essas pessoas sabem ler e ver as piadas atras das imagens cruas, Sabem colocar uma distancia e sabem aceitar as criticas.
    Talvez uma parte do problema seja que outras pessoas nao querem ver as piadas, nao consiguam ouvir as criticas e gostam de responder com ballas quando outros mandam desenhos. Essas pessoas so querem ler o mundo com os olhos deles sem entender que cada um tem olhos differente as vezes mesmo tem oculus oscuros….

    Par acabar com meu commentario e assim parrar de machucar a sua lingua, quero dizer que e muito difficil morar com umas pessoas duma outra cultura, e muito difficil nos entender, nos compreender. E muito difficil de rir juntos das mesmas piadas sem acabar no mal entendimento.

    Eu sei que o mundo e feito com pessoas differentes, culturas differentes, religoes differentes. Ele tambem e feito com humores differentes.

    Teria muito mais ha dizer, infelizmente o problema e muito mas profundo que saber se eu sou o se eu nao sou charlie…… 🙁

    benoit schelstraete

  151. Parabéns GoulartCarlos! Enfim alguém sensato que entende de história e política! Condenamos o terrorismo sim mas não levantamos bandeira de jornal que não sabe o limite entre o humor e agressão. Quanto a Israel e Palestina não há evidências históricas nem bíblicas de que os árabes mulçumanos já habitaram aquela terra. Alguém pode dizer: Ah, mas na bíblia fala que Ismael tb é filho (bastardo) de Deus! Vc não daria terra tb para o seu filho bastardo ? Well… primeiro que na bíblia diz que a terra vai para o filho legítimo. Segundo, acho que Deus já sabia o que poderia acontecer.. Vc dividiria sua terra entre dois filhos sendo que um deles mais tarde, de acordo com o Koran iria querer aniquilar o próprio irmão? Abraço! Show de texto. Muito bem explicado Goulart !

  152. VOu repetir o que disse para um religioso sobre o assunto, e espero que voce, mesmo sem religião, pondere um pouco…

    O lixo de seu jesus morreu de burro, se é que existiu. Se não podemos fazer satira, então queremos seu livro sagrado nojento, cheio de genocidio, racismo, escravidão, pedofilia, infanticidio, estupro… BANIDO. Nos ofende ter um livro por ai incitando o odio a ateus, dizendo que iremos pagar pela eternidade por nossa opção.

    Por que ninguem respeita a minoria que acha que a civilização é uma coisa REAL, e que defende a liberdade de expressão, mesmo que seja a sua liberdade de me dizer que vou para o inferno?
    QUanta porrada, quanto bullying os ateus devem suportar, antes de começar a matar cristãos e mulçumanos? Eu, particularmente, não farei isso, a não ser quando o religioso vier com uma arma me matar. Ai agirei em legitima defesa. No mais, quero que todos tenham liberdade para se expressar. da forma que quiserem.

Qual a sua opinião?